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Começam nesta segunda-feira (29/6) as audiências que devem definir se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será ou não submetido ao Tribunal do Júri pela acusação de matar a esposa, a policial militar (PM) Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça.

O julgamento encerra a fase de instrução e deve se estender até 3 de julho, com o interrogatório do réu. Dividido em 5 dias, serão 42 testemunhas ouvidas, entre policiais civis e militares, familiares e amigos da vítima, agentes que atenderam a ocorrência, vizinhos e funcionários do prédio onde o crime aconteceu.

Nesta segunda, estão previstos os depoimentos de 7 testemunhas: o delegado que investigou o caso, Lucas de Souza Lopes; o perito criminal e médico legista que investigou o corpo da vítima, Tadeu Gomes Correa; a perita criminal que investigou a cena do crime, Amanda Rodrigues Marinone. Além deles, serão ouvidos a sargento da PM, psicóloga e confidente de Gisele, Damiana Alves da Silva; o 1º tenente da PM que atendeu a ocorrência, Guilherme Adriano Lucas; o PM Adalberto Fernandes Lima; e a vizinha do casal Julle Anne Gonçalves Matos Bozio.

Veja calendário das oitivas

30 de julho

  • Cícero Gecycleiton dos Santos e Silva (PM que atendeu a ocorrência e apresentou caso à Polícia Civil)
  • Rosângela Araújo da Silva (Corregedoria da PM que apurou conduta dos militares envolvidos)
  • Rafael Gustavo de Aguiar (capitão da PM que atendeu a ocorrência)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente que atendeu a ocorrência)
  • Rafael Rodrigues dos Santos (Sargento da PM e chefe imediato da vítima)
  • Suziene de Fátima Batista do Amaral de Melo (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sara Barbosa Zerbinatti (soldado da PM e amiga da vítima)
  • Cristina Amélia da Silva (cabo da PM e amiga da vítima)
  • Sheila Aparecida Magrini Cruz (subtenente da PM e amiga da vítima)
  • Rômulo Henrique de Andrade Oliveira (soldado do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Rodrigo Almeida Rodrigues (sargento do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Testemunha protegida X

1 de julho

  • Marinalva Vieira Alves de Santana (mãe da vítima)
  • Filha da vítima (ouvida em depoimento especial)
  • José Simonal Teles de Santana (pai da vítima)
  • Pedro Gabriel Alves De Santana (irmão da vítima)
  • José Gean Da Silva Costa (ex-marido da vítima)
  • Eduardo André Forti Alves (cabo do Corpo de Bombeiros que atendeu a ocorrência)
  • Erica Alonso Coe (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Maria Luiza Coe Rosa (testemunha ouvida de forma virtual)
  • Artur Flávio Dias (testemunha ouvida de forma virtual)

2 de julho

  • Rodrigo Nascimento (cabo da PM e ex-motorista do investigado)
  • Leonardo Ferreira Martins de Souza (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Allan Marques Bueno (coronel da PM e comandante do réu à época)
  • Marcio Henrique Camargo (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Cleuma Nunes de Araujo Alecrim (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Eliane Ferreira dos Santos (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Josecélia Leopoldina de Souza (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Ana Claudia Trevisan Ferraz Bartholomeu (cabo da PM que trabalhava com o réu)
  • Jhosini Evelyn Pereira Munita (soldado da PM que trabalhava com o réu)
  • Bárbara Alves Celestino (tenente da PM que trabalhava com o réu)
  • Fabiana Gustis (inspetora do condomínio onde morava o casal)
  • Benedita Aparecida Nunes (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)
  • Vinicius Sobreiro Peixoto (testemunha de defesa ouvida de forma virtual)

3 de julho

  • Geraldo Leite Rosa Neto (tenente-coronel da PM e réu)

Relembre o caso

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da esposa.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel.
  • O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto em 17 de março.
  • Ele foi preso no dia seguinte em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

Desembargador não será ouvido

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e a quem Geraldo ligou após o disparo, não está entre as testemunhas que serão ouvidas.

Os autos do processo mostram que tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação não era necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

Com informações do Metrópoles.

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