
A polícia localizou um corpo na manhã deste domingo (11/1). A suspeita é que seja do policial militar (PM) Fabricio Gomes de Santana, de 40 anos, visto pela última vez na noite da última quarta-feira (7/1) na zona sul de São Paulo. O carro do soldado foi localizado carbonizado no final da tarde seguinte (8/1) em uma área de mata em Itapecerica da Serra, na região metropolitana.
O suposto corpo do soldado, que iria se casar no civil na última sexta (9/1), foi localizado em uma área de mata em Embu-Guaçu, município ao sul da região metropolitana de São Paulo, distante pouco mais de 15 km de Itapecerica, onde o carro dele foi encontrado.
Fontes da corporação afirmaram que a PM recebeu uma denúncia de um corpo enterrado no local. Pela localização, há indícios suficientes para suspeitar que seja o soldado Fabrício. Uma perícia deve ser realizada para confirmar a identidade do morto.
Ele teria entrado em uma discussão com um suposto traficante em uma adega. A suspeita é que o PM tenha sido vítima de um tribunal do crime.
Três pessoas suspeitas de envolvimento no desaparecimento do soldado foram presas nessa sexta-feira (9/1). As identidades não foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Carro carbonizado
No final da tarde seguinte ao desaparecimento, a polícia foi informada que o veículo do policial, modelo Ford Ka, havia sido encontrado carbonizado em uma estrada de terra no bairro Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra.
Paralelamente, a equipe da Delegacia de Itapecerica obteve imagens de uma câmera de segurança mostrando o veículo da vítima andando pela rua Richard Beck, uma via de terra batida, em Itapecerica, por volta das 16h30 de quinta-feira.
Segundo o boletim de ocorrência, atrás do veículo do policial vinha um Corsa cinza. Ao consultar a placa, os policiais identificaram como proprietário Gleison Humberto Santos Dias, de 40 anos. Após consultas, a polícia identificou o endereço do suspeito, no Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, onde o encontrou.
O corsa cinza visto nas imagens estava estacionado em frente ao imóvel, com três galões vazios com cheiro de gasolina no porta-malas. Gleison foi conduzido à delegacia e prestou depoimento.
À polícia, o proprietário do Corsa negou envolvimento no desaparecimento de Fabrício. Ele afirmou que os galões eram seus e que os carrega para o caso de a gasolina acabar.
Segundo o boletim de ocorrência, Gleison é conhecido no bairro como “Gato Preto”, o mesmo apelido do homem que teria abordado e levado Fabrício e Isaque até o local onde o policial foi visto pela última vez.
Gleison contou em seu depoimento que, por volta das 15h de quinta estava na rua quando um conhecido da comunidade, identificado como Fabio, pediu para que o acompanhasse até o bairro do Santa Julia, em Itapecerica da Serra, onde venderia um carro. A ideia era que Gleison levasse Fabio de volta após a venda.
De acordo com o depoimento, o veículo que seira vendido era o Ford Ka, depois identificado como o carro de Fabrício. Gleison relatou ter seguido o carro conduzido por Fabio que, em determinado local da estrada, pediu para que o dono do Corsa o esperasse e entrou com o Ford Ka em uma área de mato.
Em seguida, voltou e entrou no carro do colega. Os dois retornaram ao bairro onde residem. Gleison afirmou aos policiais que conhece Fabio da comunidade e não sabe onde o mesmo reside.
Desaparecimento de PM
Fabrício foi visto pela última vez na noite de quarta-feira. O último contato dele foi com um irmão, a quem teria enviado uma mensagem informando sobre a desavença na adega. Depois disso, o próprio irmão comunicou o desaparecimento à polícia.
O carro do PM foi encontrado carbonizado na Rua Richard Arnold Beck, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana, na tarde de quinta.
Até o momento, três suspeitos de envolvimento no desaparecimento do cabo foram presos. A ocorrência foi registrada como desaparecimento de pessoa e localização/apreensão de veículo na Delegacia de Itapecerica da Serra.
“As investigações seguem em andamento para localizar o policial militar e esclarecer os fatos. A PM também acompanha o caso e auxilia nas buscas pelo agente”, disse a Secretaria da Segurança Pública anteriormente. As informações são de Metrópoles.







