Advogados e operadores financeiros também são suspeitos de participação no esquema.
A Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de prisão preventivas, 25 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados, além de seis de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados são cumpridos inclusive em delegacias.
Como funcionava o esquema
- Pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos
- Fraude processual.
- Manipulação de procedimentos investigativos.
- Destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.
Segundo o MPSP, a investigação descobriu que o grupo composto por doleiros, operadores financeiros e “indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais” agiam de forma estruturada e para permitir a continuidade de práticas criminosas e, assim, evitar a responsabilização dos integrantes. Entre as medidas do grupo investigado, pagamentos eram feitos a agentes públicos, além de estratégias para fraude processual e manipulação de investigações.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do MPSP, descobriu também que policiais destruíam provas existentes em inquéritos policiais, para facilitar a continuidade das atividades do grupo investigado.
Ao Metrópoles o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que apoia a operação e colocou mais de 10 equipes à disposição do cumprimento dos mandados. Ele, no entanto, diz não saber o teor das acusações contra agentes da Polícia Civil.