
A Porsche está reestruturando seus negócios para um futuro com volumes de vendas menores, informou a fabricante de carros esportivos nesta quarta-feira (7), apostando que um maior foco em modelos de luxo ajudará a restaurar suas margens de lucro, apesar da demanda moderada.
A montadora, que, assim como sua controladora, a Volkswagen, está passando por uma grande reestruturação para lidar com as vendas fracas e os altos custos, afirmou em seu plano de recuperação que reduziria seu ponto de equilíbrio futuro para menos de 200 mil unidades, bem abaixo do total de entregas do ano passado, que foi de 279.449.
As entregas globais da Porsche já caíram quase 10% desde o ano de sua abertura de capital de grande sucesso, em 2022, à medida que a queda acentuada na demanda na China e as tarifas impostas pelos Estados Unidos afetaram dois dos mercados mais importantes da marca.
Durante um evento dedicado aos mercados de capitais no centro de desenvolvimento da empresa em Weissach, o presidente-executivo Michael Leiters procurou garantir aos investidores que o foco em carros esportivos de luxo, como o 911, colocaria a montadora de volta nos trilhos, com a ambição de elevar os preços de venda dos 10 mil veículos mais caros da Porsche.
“Queremos reforçar a Porsche como a fabricante de carros esportivos mais cobiçada do mundo”, disse Leiters, colocando a marca ao lado da Ferrari e da Louis Vuitton em termos de valor.
Retorno rápido às margens de dois dígitos
O presidente-executivo, que assumiu o cargo no início do ano com a tarefa de reestruturar a empresa, disse que sua estratégia se concentraria na redução de custos por enquanto.
“Não sabemos como será a próxima crise nem de onde ela virá. É por isso que a Porsche precisa ser adaptável, eficiente e resiliente”, disse Leiters.
A Porsche estabeleceu sua meta de longo prazo para uma margem operacional do grupo de 15% como parte da estratégia. No médio prazo, ou seja, em cerca de cinco anos, a meta é atingir uma faixa entre 10% e 15%.
A margem de lucro da Porsche despencou no ano passado para 1,1% — muito abaixo dos resultados na casa dos 15% registrados quando a empresa abriu o capital há quatro anos, sob a liderança de Oliver Blume, antecessor de Leiters, que continua como presidente-executivo da controladora Volkswagen.
Os investidores pareceram acolher bem a nova estratégia, com as ações subindo 3,2% após o anúncio.
Com informações da CNN Brasil.







