
A Potássio do Brasil anunciou a formalização de um acordo de cooperação com o Conselho Indígena Mura (CIM), estabelecendo um novo modelo de relacionamento com comunidades indígenas em Autazes. O compromisso envolve ações diretas em 37 aldeias e é apresentado como um dos principais pilares sociais vinculados ao Projeto Potássio Autazes.
O ponto mais relevante do acordo está na criação de uma estrutura contínua de diálogo e monitoramento entre empresa e comunidades, com foco em garantir participação ativa dos indígenas na implementação das ações. A proposta busca consolidar um modelo de governança que acompanhe, de forma permanente, os impactos e benefícios do empreendimento.
A iniciativa prevê atuação em quatro frentes principais: desenvolvimento social, valorização cultural, geração de renda e fortalecimento institucional das comunidades Mura. As ações fazem parte do chamado Programa Bem Viver Mura, que deve orientar projetos voltados à melhoria das condições de vida nas aldeias, respeitando as características culturais e territoriais da região.
Representantes da empresa e lideranças indígenas participaram da assinatura do termo, que, segundo a Potássio do Brasil, reforça o compromisso de construir uma relação de longo prazo baseada em transparência e respeito aos direitos indígenas. Já o Conselho Indígena Mura destacou que o acordo representa um avanço na garantia de participação direta das comunidades nas decisões que impactam o território.
O entendimento também está alinhado a normas internacionais, como a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da consulta a povos indígenas em projetos que afetam seus territórios.
Nos bastidores, o acordo é visto como estratégico para o avanço do Projeto Potássio Autazes, considerado relevante para a produção nacional de fertilizantes. O empreendimento é apontado como peça-chave para reduzir a dependência do Brasil de importações de potássio, insumo essencial para o agronegócio.
Com a formalização, empresa e lideranças indígenas passam a operar dentro de um modelo estruturado de acompanhamento, que inclui reuniões periódicas e mecanismos de avaliação contínua das ações previstas.







