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O preço do petróleo abriu a semana em queda, recuando mais de 5% após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. As tratativas podem resultar em uma trégua de 60 dias no conflito no Oriente Médio e incluir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global da commodity.

O barril do tipo Brent, referência mundial, chegou a cair 5,2% em relação ao fechamento do mercado na última sexta-feira (22/5), sendo negociado a US$ 98,12 no início da noite deste domingo (24/5).

Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 92, valor que representa queda de 5% comparado ao encerramento do mercado na sexta (22/5). Os dois contratos de petróleo recuaram ao menor patamar desde 7 de maio.

A perspectiva de fim da guerra entre EUA e Irã segue operando como o principal vetor dos mercados globais e afetando a cotação do petróleo. O conflito começou em 28 de fevereiro e, nesses quase três meses, mantém os agentes econômicos sob permanente tensão.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio de Ormuz permaneceria “em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”.

“Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, relatou o norte-americano em publicação na Truth Social.

Trump disse ainda que as tratativas avançam de forma “ordenada e construtiva” e indicou que não tem pressa para concluir um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O republicano também criticou o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama e afirmou que as tratativas conduzidas por sua administração seguem na direção oposta.

Apesar do tom mais otimista adotado pela Casa Branca, autoridades norte-americanas continuam defendendo que qualquer entendimento deve impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

Em sua nova manifestação sobre o tema, o mandatário norte-americano reforçou a posição de seu governo. “Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear”, afirmou.

Com informações do Metrópoles.

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