Fotos - Divulgação/ Semed

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), em parceria com a Ouvidoria da Mulher, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), iniciou, nesta quinta-feira, 18/6, na escola municipal Themistocles Pinheiro Gadelha, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste da capital, as atividades do projeto “Cunhantãs e Curumins da Igualdade”. A iniciativa, que será desenvolvida durante todo ano letivo nas unidades da rede municipal, tem como objetivo promover a igualdade de gênero, o respeito mútuo e a cultura de paz no ambiente escolar. 

Coordenado pelo Núcleo de Parcerias Institucionais (Nupi), da Semed, o projeto desenvolve ações educativas que incentivam a reflexão sobre cidadania, respeito às diferenças e prevenção da violência. A programação desta quinta-feira reuniu estudantes do 8º e 9º anos em rodas de conversa, dinâmicas participativas, oficinas pedagógicas e momentos de diálogo voltados à construção de relações mais justas e equilibradas. 

O coordenador do Nupi, Ricardo Simões, ressaltou que o lançamento do projeto representa mais um passo no fortalecimento de ações voltadas à formação cidadã dos estudantes da rede municipal, por meio de parcerias que ampliam o acesso a temas fundamentais para o desenvolvimento humano e social. 

“Essa parceria contribui significativamente para a formação cidadã dos nossos alunos, ao trabalhar valores como respeito, empatia e convivência saudável com as diferenças. O projeto reforça que a educação vai além dos conteúdos pedagógicos, contribuindo também para o desenvolvimento social e emocional dos estudantes. Nossa expectativa é levar essa iniciativa para toda a rede municipal, fortalecendo uma educação construída de forma coletiva e participativa”, enfatizou. 

A diretora da Ouvidoria da Mulher, Ana Paula Aguiar, destacou que o projeto desenvolvido em conjunto com a Semed busca conscientizar estudantes, famílias e a comunidade escolar sobre a prevenção da violência e a promoção da igualdade de gênero. 

“Acreditamos que a educação tem o poder de transformar vidas. Por isso, levamos essa discussão para dentro das escolas, envolvendo alunos, famílias e profissionais da educação. Nosso objetivo é contribuir para a formação de crianças e adolescentes mais conscientes, capazes de construir uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na cultura de paz. Ao final do ano, os participantes serão recebidos no Tribunal de Contas para um evento de certificação, e as escolas envolvidas receberão um selo da Ouvidoria da Mulher”, afirmou. 

A proposta também reforça a importância da atuação conjunta entre escola, família e estudantes na construção de ambientes acolhedores, inclusivos e seguros. Inspirado em termos da cultura amazônica, cunhantãs (meninas) e curumins (meninos), o projeto busca estimular a compreensão sobre igualdade de direitos e oportunidades, formando agentes multiplicadores de valores como respeito, empatia e cooperação no ambiente escolar, familiar e comunitário. 

De acordo com a estudante Kathlem Vitória Pinto Tavares, 16, do 9° ano, essas iniciativas na escola são muito importantes para conscientização.   “Essa experiência para mim foi muito interessante, porque debate muito sobre bullying, igualdade e diferenças. Acredito que todos temos nossas diferenças e debates como esse são sempre muito importantes”, concluiu. 

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