
A Prefeitura de Manaus enviou, nesta sexta-feira (11/9), 330 toneladas de materiais de construção para avançar nas obras das escolas municipais Luiz Alberto Castelo, na comunidade Caramuri, e São Jorge, na comunidade do Lago Arumã, ambas localizadas na margem esquerda do rio Amazonas.
A operação é coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e faz parte do projeto de substituição das últimas escolas de madeira ou estrutura mista da zona ribeirinha por prédios de alvenaria.
O carregamento inclui tijolos, telhas termoacústicas, forro, seixo, areia, massa e tintas. Segundo a Semed, o material será utilizado na cobertura e na etapa de acabamento das duas unidades, que devem alcançar cerca de 80% de execução com a nova remessa.
As novas escolas terão quatro salas de aula climatizadas, biblioteca, sala de recursos, sala de professores, banheiros adequados e acesso à internet.
A prefeitura também informou que o atendimento educacional na zona rural passou de 8,5 mil estudantes, em 2021, para mais de 12 mil atualmente.
Transporte fluvial pode levar até 18 horas
A logística para levar os materiais às comunidades exige deslocamentos de aproximadamente 15 a 18 horas por via fluvial.
O secretário municipal de Educação, Arone Bentes, afirmou que a substituição das estruturas de madeira busca ampliar o conforto e as condições de ensino para crianças da educação infantil e do ensino fundamental que vivem nas próprias comunidades.
Segundo ele, a chegada de conectividade às escolas também amplia o papel das unidades como pontos de integração para as famílias ribeirinhas.
A nova carga se soma a outras duas remessas realizadas em março e maio deste ano, que juntas totalizaram 980 toneladas de materiais. Com o envio desta semana, o volume destinado às obras das escolas ribeirinhas chega a 1.310 toneladas em 2026.







