“Bom dia a todos, exceto a quem chama apoiadores do Bolsonaro de facção e o negro que não se submete aos seus amigos da esquerda de ‘problema que vai resolver”‘, escreveu o jornalista Sérgio Camargo, nesta segunda-feira, 9, nas redes sociais.

O jornalista já causou repúdio no movimento negro por falas como que há um “racismo nutella” no Brasil.

Em entrevista à TV Globo exibida no domingo, 8, Regina Duarte disse que Camargo é um “ativista” e o classificou como um “problema” para a sua gestão.

“Voltamos a uma situação de uma pessoa que é um ativista mais do que um gestor público. Estou adiando o problema. Eu quero que baixe um pouco a temperatura”, disse, ao ser questionada se manteria o jornalista à frente da fundação.

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Camargo disse ao Estado, na última semana, que Regina pediu a sua demissão, mas o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, negaram. “Regina quer abrir diálogo com o movimento negro. Digo que é ingenuidade, para ser gentil”, disse Camargo. “Desejo que ela faça uma grande gestão”, completou.

Levado pelo ex-secretário Roberto Alvim ao governo, o jornalista caiu nas graças do presidente Bolsonaro após forte repercussão de suas declarações.

Camargo chegou a ser impedido pela Justiça de assumir o cargo, mas a decisão foi revertida após recurso do governo.

No período de “namoro” de Regina com o governo Bolsonaro, cresceu a sensação de “divisão” dentro da secretaria, segundo integrantes da pasta.

A divisão se escancarou após a posse da atriz, que demitiu da pasta integrantes do movimento conservador e seguidores do escritor Olavo de Carvalho.

A atriz foi criticada nas redes sociais por apoiadores do governo. Camargo foi um dos poucos aliados de Alvim que permaneceu na pasta.

A equipe levada por Alvim ao governo passou a apontar como “esquerdistas” nomes ligados à atriz. Tentaram tentaram ainda emplacar o discurso que eram eles os “técnicos” da pasta, enquanto os aliados de Regina eram “ideológicos”.

Segundo fontes que acompanham a transição na Cultura, a atriz irá nomear como “número 2” da pasta o ator e produtor teatral Humberto Braga. O nome de Braga é o principal alvo de ala que considera a gestão da atriz pouco alinhada com valores conservadores. (Estadão)

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