Gilvan de Souza/Flamengo

O clima no gramado do Maracanã era de festa pelo título do Carioca, neste domingo (8), mas também houve espaço para a repercussão da crise vivida pelo Flamengo, que venceu o Fluminense nos pênaltis. Pressionado após a saída de Filipe Luís, na última terça-feira (3) o diretor de futebol José Boto não cravou sua permanência no clube.

“Uma coisa que o futebol me ensinou: desde que assinamos um contrato, temos que estar prontos para sair. Toda vez que saio de um clube, saio sem rancor, sem raiva. Fico sempre agradecido. Nesse caso, o presidente Bap me convidou. Não me disse nada. Vocês podem me perguntar se vou continuar ou não, é a ele que tem que perguntar”.

O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, foi o responsável pela decisão de demitir Filipe Luís. No gramado do Maracanã após o Fla-Flu, o mandatário evitou o tema.

José Boto, por sua vez, foi quem comunicou as mudanças ao elenco, e a condução do caso expôs a relação desgastada do diretor de futebol com o grupo de jogadores.

Emerson Royal, por exemplo, assumiu que os atletas foram os principais culpados pela saída – algo similar ao que foi dito por Boto na conversa com o elenco no dia seguinte à demissão. Já Léo Ortiz comentou as críticas do diretor à “liberdade” dada pelo treinador.

“Foram colocadas muitas coisas de pessoas que estavam aqui ainda. Se existia algum problema, por que não foi falado antes? Por que esperou o Filipe Luís para falar para os jogadores? Eu falo tranquilo: o Filipe sempre deu liberdade e foi dessa maneira que ganhamos tudo ano passado. Ou você acredita nessa maneira ou você não acredita. Não pode só acreditar quando ganha. O Filipe sempre deu liberdade, mas nunca deixou de cobrar, do mais novo ao mais velho. Não é à toa tudo o que ele conquistou”, disse Ortiz.

A chegada de José Boto ao Flamengo foi uma das primeiras medidas da gestão de Bap, eleito para o triênio 2025-27 no clube carioca. O português foi responsável por uma reestruturação do departamento de futebol desde a última temporada, com mudanças de metodologia e no quadro de funcionários das categorias de base ao profissional.

O próximo compromisso

O Flamengo volta a campo na quarta-feira (11) e o adversário é justamente o Cruzeiro, equipe que Leonardo Jardim trabalhou em 2025. O treinador alegou questões pessoais para deixar o clube em dezembro, encerrando o contrato que era válido por mais um ano.

Com quatro pontos em três rodadas, o Rubro-Negro tenta recuperar-se no Brasileirão e encostar nos primeiros colocados da Série A. O Cruzeiro, com dois pontos, é o 19º. Os times se enfrentam no Maracanã.

Com informações da CNN.

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