Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (11), condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados por envolvimento na chamada Trama Golpista, que investigou a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Entre os condenados estão ex-ministros e militares próximos ao ex-mandatário. Os ministros agora debatem a dosimetria da pena.

Quem foi condenado

Além de Bolsonaro, os ministros também condenaram:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e deputado federal (PL-RJ)
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
  • Walter Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil

Placar e crimes atribuídos

O julgamento teve diferentes placares, já que o ministro Luiz Fux divergiu em parte dos votos. Mesmo assim, formou-se maioria para condenação pelos seguintes crimes:

  • Organização criminosa
  • Golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito
  • Dano qualificado contra o patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso de Alexandre Ramagem, a condenação foi restrita a três crimes (organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado democrático de direito), enquanto os demais pontos foram suspensos. Já Mauro Cid e Braga Netto receberam unanimidade (5 a 0) na condenação por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito.

Penas ainda serão definidas

Com as condenações confirmadas, os ministros agora passam à fase de dosimetria, que vai estabelecer a pena individual para cada réu. O cálculo levará em conta o grau de participação na trama golpista.

Na hipótese de aplicação da pena máxima em todos os crimes, Bolsonaro e outros condenados podem chegar a 43 anos de prisão. No entanto, ainda cabem recursos ao STF, o que afasta a possibilidade de prisão imediata.

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