
A prisão de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, na quarta-feira gerou um engajamento de cerca de 2,8 milhões de interações nas redes sociais, conforme levantamento da Nexus. Raphael foi preso em Goiânia, no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar cerca de R$ 1,6 bilhão vindos do tráfico de drogas e apostas ilegais.
Raphael é apontado como uma espécie de “operador de mídia” da organização. Sua função principal era utilizar o alcance de suas páginas na internet para promover plataformas de apostas ilegais e rifas digitais. Além dele, os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, e o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão também foram detidos.
O levantamento mostrou que o termo “Choquei” figura entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Nas postagens, internautas ironizaram a prisão do proprietário do perfil, conhecido por divulgar notícias em rápida velocidade e furos sobre a vida dos famosos. No X, Instagram e Facebook, o assunto gerou cerca de 2,8 milhões de interações entre curtidas, compartilhamentos e comentários. O termo estava em 9º lugar entre os assuntos mais comentados do X nesta quinta-feira, e chegou a ficar na 1ª colocação no dia anterior na plataforma.
Uma análise amostral de 81 mil menções em português à prisão, feitas por aproximadamente 45 mil usuários, atingiu um alcance estimado de 19,6 milhões de impressões e 878 mil interações apenas no X. O pico de conversas ocorreu às 11h de ontem. No Facebook e Instagram, cerca de 1,1 mil menções ao tema acumulam mais de 1,9 milhão de interações. No Google Trends Brasil, o termo “choquei” havia sido pesquisado mais de 50 mil vezes nas últimas 24 horas, estando em 11º lugar entre os termos mais buscados.
A prisão de Raphael foi mantida pela Justiça após a realização de sua audiência de custódia. O TRF3 informou que até o momento já foram realizadas mais de 30 audiências de custódia e que todas as prisões foram mantidas. A defesa afirma que não há elementos que indiquem que o investigado tivesse conhecimento sobre eventual irregularidade nas atividades de terceiros, argumentando que sua atuação se limitava à divulgação de conteúdos e realização de publicidade para terceiros, configurando fonte lícita de renda.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão, valor rastreado pelo Coaf, e as estimativas da PF indicam que a movimentação total do grupo pode ultrapassar R$ 260 bilhões. Para dar aparência de legalidade às operações, o grupo utilizava um mecanismo descrito pelos investigadores como “escudo de conformidade”, em que os artistas e influenciadores digitais exploravam sua visibilidade pública para mascarar as movimentações financeiras.
Com informações de CNN Brasil







