Manacapuru amanheceu nesta quinta-feira, 10, agitado e em clima de muita expectativa por conta da audiência de instrução da Ação de Investigação JUdicial Eleitoral (AIJE) que tratada do pedido de anulação das eleições no município.

De acordo com a juíza da 6a Zona Eleitoral, Vanessa Leite, a primeira reunião, segundo o rito processual, é reservada para oitivas das partes das coligações.

Segundo a magistrada, ouvidas as testemunhas indicadas pelas coligações, o processo deverá ser encerrado no prazo de dois dias desde que não haja pedido de novas diligências.

O processo foi provocado pela coligação do então candidato, Angelus Figueira (PP), segundo colocado nas eleições, baseado em supostos crimes de natureza eleitora, praticados em favor do então candidato eleito, Beto D’ângelo (PROS), tais como favorecimento da Polícia Militar e uso de funcionários da Secretaria Estadual de Educação, também, em favor de Beto, defendido pela advogada Maria Benigno.

Embora os advogados de Angelus Figueira admitam como irrefutáveis as provas reunidas nos autos, Beto D’ângelo diz que respeita, mas não concorda das alegações de seu adversário.

Segundo ele, Manacapuru já sofreu bastante com disputas de caráter meramente pessoal em defesa do poder e que está confiante na justiça de seu país não só quanto à questão eleitoral de Manacapuru, mas em quaisquer circunstâncias.

Conforme enfatizou, a decisão do povo é soberana e deverá ser confirmada com o julgamento do processo.

"Perdi as eleições na zona rural para o candidato Jaziel Tororó e na cidade para Figueira No geral, entretanto, o povo decidiu pelo meu nome", comenta.

Beto D’ângelo foi eleito com 27% dos votos válidos computados no dia 30 de outubro passado. Figueira foi o segundo colocado e Tororó o terceiro.

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