Nicolás Maduro e a primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores (Foto: Carlos Jasso/Reuters)

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou na manhã deste sábado (3), por meio de publicação no X (antigo Twitter), que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores foram formalmente indiciados no Distrito Sul de Nova York.

Segundo Bondi, Maduro responde a uma série de acusações graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para utilização dessas armas contra os Estados Unidos. A procuradora afirmou ainda que o casal deverá enfrentar “toda a severidade da justiça americana” em tribunais dos EUA.

Na publicação, a chefe do Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou que os processos fazem parte de uma ofensiva para responsabilizar lideranças estrangeiras acusadas de envolvimento com o narcotráfico internacional. “Em breve, eles enfrentarão a justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu.

Pam Bondi também agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump, a quem atribuiu a decisão política de avançar com as denúncias. Segundo ela, Trump “teve a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano”. A procuradora estendeu o reconhecimento às Forças Armadas dos Estados Unidos, que, de acordo com sua declaração, teriam conduzido uma “missão bem-sucedida” relacionada à captura dos dois, classificados por ela como “supostos narcotraficantes internacionais”.

Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Pam Bondi nem sobre o suposto indiciamento em Nova York. Também não há confirmação pública, por parte de autoridades venezuelanas, sobre eventual custódia de Nicolás Maduro ou de Cilia Flores por autoridades norte-americanas.

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