Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) é um espaço de reconhecimento, interlocução e inserção no campo da crítica de arte no Brasil. Paulo Holanda, egresso dos cursos de Artes Visuais e Letras – Língua e Literatura Francesa e hoje docente da Faculdade de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Faartes/Ufam), tornou-se o primeiro integrante amazonense na entidade. Historicamente, a região Norte tem sido representada sobretudo pela presença de críticos de arte do estado do Pará.

“Meu ingresso na Associação amplia as possibilidades de diálogo com pesquisadores, críticos, artistas e instituições de diferentes regiões do país, ao mesmo tempo em que contribui para dar maior visibilidade à produção artística e intelectual desenvolvida na Amazônia. Nesse sentido, integrar a ABCA não representa apenas uma conquista pessoal, mas também a possibilidade de fortalecer a presença do Amazonas nos debates nacionais sobre arte, crítica, cultura e pensamento contemporâneo”, ressalta o professor Holanda.

Conforme analisa o docente, sua presença naquele espaço ultrapassa a dimensão individual e tem a capacidade de fortalecer institucionalmente a interlocução entre a Ufam, a produção artística amazônica e o campo nacional da crítica de arte. Como resultados podem ser citados  intercâmbios, pesquisas,  publicações e novas colaborações.

Crítica de Arte e Amazônia

As atribuições de um crítico de arte envolvem a participação ativa nesse segmento e a contribuição em debates, pesquisas, publicações, eventos e ações relacionados à reflexão sobre a produção artística brasileira e internacional. Segundo Paulo Holanda, a presença de um docente da Ufam na Associação éa oportunidade de estabelecer conexões mais efetivas entre a produção artística e acadêmica da Amazônia e os circuitos nacionais da crítica de arte.

“A filiação pressupõe uma postura de participação e colaboração com a associação e com seus pares, ampliando as possibilidades de interlocução acadêmica e profissional. Na minha rotina, isso deverá se traduzir na participação mais intensa em eventos e em redes de discussão, na produção de textos críticos e acadêmicos e no acompanhamento da produção artística contemporânea, principalmente quando se trata de Amazônia”, aponta o novo integrante da ABCA.

“Então, podemos dizer que essa inserção contribui para ampliar a visibilidade de artistas, pesquisadores e iniciativas desenvolvidas no Amazonas, ao mesmo tempo em que possibilita à Faartes participar mais ativamente dos debates contemporâneos sobre arte, cultura e crítica no Brasil”, arremata o professor.

Conheça o professor Paulo Holanda

Trajetória acadêmica

Paulo Holanda é artista visual e professor universitário, doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com trajetória acadêmica vinculada às artes visuais, à educação e às relações entre arte, cultura, território e identidades amazônicas. Sua produção acadêmica e artística tem se aproximado de perspectivas críticas e decoloniais, com especial atenção às experiências amazônicas, às culturas indígenas, às dissidências e às formas de resistência presentes na produção artística e cultural contemporânea. Atualmente, desenvolve pesquisas que articulam artes visuais, indumentária, memória, territorialidades amazônicas e identidades indígenas dissidentes, além de liderar o grupo de pesquisa Fios, Indumentárias, Artes Visuais e Resistências (FIAR) no âmbito da Ufam.

Trajetória na Universidade

Na Ufam, Paulo Holanda ingressou como professor do magistério superior da Faartes em 5 de fevereiro de 2026. Sua atuação docente está vinculada à formação de estudantes de Artes Visuais, especialmente nas dimensões pedagógica, artística e cultural da formação do futuro arte-educador no contexto amazônico. Ele é egresso da Ufam, tendo se graduado em em Artes Visuais e em Letras – Língua e Literatura Francesa.

Paulo Holanda atua no ensino, na pesquisa e na extensão, contribuindo para a construção de disciplinas, projetos de pesquisa e ações acadêmicas voltadas às especificidades culturais e territoriais da Amazônia. Além de ser professor da Faartes, ele leciona no Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA).

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