Há anos os moradores de Maués (a 268 quilômetros de Manaus) sofrem com a falta de infraestrutura e após terem feito muitas cobranças, finalmente eles foram ouvidos. Desde o início deste ano o município se transformou numa espécie de canteiro de obras. Uma das principais ações é a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A obra faz parte do Programa de Saneamento Integrado de Maués (ProsaiMaués), executada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana (SRMM) de Manaus e Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). A empresa responsável pelo serviço é a Construtora Etam.  O projeto inclui a construção de 17, 6 quilômetros de rede de esgoto.

 A falta de um saneamento básico causa, entre outras coisas, doenças de veiculação hídrica, como leptospirose, dengue, amebíase e hepatite. Para melhorar a situação, o projeto prevê, além da reformulação da Estação de Tratamento de Esgoto, a desobstrução da rede de esgoto existente e a implantação de novas redes. Na ETE os resíduos líquidos são separados dos sólidos antes de serem destinados, de forma adequada, ao meio ambiente.

Em Maués, a Estação de Tratamento de Esgoto, com duas lagoas escavadas, uma aeróbica (2.030m²) e outra facultativa (11.560m²), está localizada no bairro Donga Michiles, para ter acesso ao local foi aberta uma estrada nova. Os trabalhos na E.T.E., que também contemplam galpão (150m²), guarita (43,30m²) e um poço tubular, estão avançados.

A ETE é o método mais utilizado, em várias esferas e dimensões, para tratar a água contaminada por microrganismos e bactérias, assim como os resíduos, antes de chegarem aos lagos ou rios. “O tratamento utilizado na E.T.E. de Maués será o secundário, que é o tratamento biológico de esgoto aplicado através de Lagoas de estabilização, que se baseiam nos princípios da respiração e da fotossíntese. As algas existentes no esgoto na presença de luz produzem oxigênio que é liberado através da fotossíntese. Esse oxigênio dissolvido é utilizado pelas bactérias aeróbicas para se alimentarem da matéria orgânica existente”, explicou Eduardo Gomes, engenheiro e fiscal do contrato de obras.

Ainda de acordo com o engenheiro, este processo se faz a partir do que é chamado de Lagoa Facultativa – Secundária. “No processo de tratamento, o esgoto entra e sai continuamente da lagoa, da entrada à saída, que dura diversos dias, é quando ocorre o tratamento da matéria orgânica presente no esgoto, ou seja, sua estabilização. A estabilização consiste em uma condição na qual a matéria orgânica é decomposta até seus compostos mais simples pelas bactérias”, completou Gomes.

O processo da lagoa facultativa é inteiramente natural, não há utilização de maquinários e energia elétrica e o seu monitoramento, assim como a operação, é de fácil acompanhamento.

Artigo anteriorCaprichoso foge e lança tema 2019 no dia do folclore em Parintins
Próximo artigoPresidente da CMM cobra celeridade na execução das emendas parlamentares