
O PSB e o PDT iniciaram discussões sobre a formação de uma federação partidária com o objetivo de ampliar sua representação no Congresso Nacional e construir uma estratégia conjunta para as eleições de 2030.
As negociações ganharam força após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou não pretender disputar novamente a Presidência da República.
No PDT, comandado por Carlos Lupi, a possibilidade de união com o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, divide opiniões. Parte dos dirigentes e parlamentares defende a aproximação como alternativa para fortalecer a legenda após o desempenho nas eleições de 2026.
O presidente do PSB, João Campos, também é apontado como um dos defensores da aliança. As duas siglas já demonstraram aproximação ao assinarem uma nota conjunta de apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Federação pode reunir 21 deputados federais
O PDT elegeu apenas seis deputados federais em 2026 e não conseguiu cumprir a cláusula de desempenho eleitoral, o que compromete seu acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita.
O PSB, por sua vez, manteve uma bancada de 15 parlamentares. Caso a federação seja formalizada, as legendas poderão reunir 21 deputados, formando a oitava maior bancada da Câmara, conforme a composição apresentada para 2027.
A articulação também considera a necessidade de construir uma alternativa política de centro e centro-esquerda para o período posterior à saída de Lula da Presidência.
Outras legendas avaliam movimentos semelhantes. O PSDB, presidido por Aécio Neves, também recebeu consultas sobre possíveis alianças, incluindo uma aproximação com o PDT, mas nenhuma decisão foi anunciada.
Nas eleições de 2026, o PSDB elegeu dois governadores e, em conjunto com o Cidadania, conquistou 11 cadeiras na Câmara dos Deputados.
Entenda como funciona uma federação partidária
Criadas pela reforma eleitoral de 2021, as federações permitem que dois ou mais partidos atuem de maneira conjunta por pelo menos quatro anos, mantendo suas identidades e estruturas próprias.
Durante esse período, as legendas devem funcionar como uma única organização para fins eleitorais e parlamentares, inclusive nos estados e municípios.
Atualmente, cinco federações estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre elas Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSDB/Cidadania e União Progressista (União Brasil e PP).
Apesar das vantagens eleitorais, o modelo apresenta dificuldades quando os partidos possuem interesses divergentes nos estados.
Um exemplo ocorreu na Paraíba, onde integrantes de União Brasil e PP apoiavam projetos políticos diferentes para o governo estadual, provocando disputas internas.
As conversas entre PSB e PDT ainda estão em fase inicial, sem definição sobre a formalização da federação.
Com informações de Metrópoles







