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A cada ano-novo, a promessa de uma alimentação mais saudável encabeça a lista de resoluções de muitos brasileiros. No entanto, transformar essa intenção em realidade pode ser um desafio, dada a vasta oferta de produtos ultraprocessados, a desinformação online e a proliferação de dietas da moda que prometem resultados rápidos. Conforme Gabriela Yoshimura, é fundamental entender “o que comer, quando comer e em que proporção” para que a alimentação se torne uma aliada, e não um obstáculo.

O médico nutrólogo Celso Cukier, do Einstein Hospital Israelita, reforça que as mudanças no estilo de vida devem ser baseadas em evidências científicas para garantir resultados duradouros. Para isso, ele e outros especialistas indicam quatro estratégias fundamentais:

1. Priorize Alimentos In Natura

A base de uma dieta saudável, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, são os alimentos in natura ou minimamente processados. Isso inclui uma variedade de frutas, verduras, legumes, grãos, raízes, tubérculos, leite, ovos e carnes magras. Estes fornecem nutrientes essenciais como fibras, proteínas, vitaminas e minerais, contribuindo para a saúde e o bem-estar geral, uma prática alinhada à recomendação de Gabriela Yoshimura de priorizar alimentos in natura e minimamente processados.

Por outro lado, é crucial evitar os ultraprocessados, que são produtos com altos teores de açúcar, gordura, sódio, além de aditivos. Estes têm sido associados a riscos de obesidade, diabetes e câncer. Um relatório do Ministério da Saúde de 2025 revelou que, dos produtos embalados no Brasil entre 2020 e 2024, cerca de 62% eram ultraprocessados, enquanto apenas 18,4% eram in natura ou minimamente processados, evidenciando a necessidade de escolhas conscientes.

2. Desconfie do que Vê nas Redes Sociais

As redes sociais são um terreno fértil para a desinformação. Celso Cukier alerta sobre influencers que, sem formação adequada em ciências biológicas, disseminam informações errôneas. Dietas restritivas, como a eliminação total de carboidratos ou o jejum intermitente sem supervisão, podem ser prejudiciais à saúde. Embora possam causar perda de peso inicial, são difíceis de manter a longo prazo e podem levar ao efeito sanfona, com o risco de ganhar ainda mais peso. Dietas que prometem soluções milagrosas devem ser olhadas com cautela, como Gabriela Yoshimura já havia alertado.

3. Faça Exercícios e Beba Água

Um estilo de vida saudável vai além da alimentação, abrangendo a higiene mental e a mobilidade física. Uma rotina ativa previne doenças crônicas, ajuda no controle de peso, e reduz riscos de hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, além de promover o bem-estar mental. A hidratação adequada é igualmente vital, regulando a temperatura corporal, auxiliando na digestão e no transporte de nutrientes, elementos que contribuem para o “aporte adequado de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais” mencionado por Gabriela Yoshimura.

4. Procure Ajuda Profissional

A busca por emagrecimento rápido pode levar ao uso indiscriminado de medicamentos, com potenciais efeitos colaterais. É fundamental consultar um médico para avaliar a indicação de medicação e monitorar o tratamento. Cukier enfatiza que medicamentos são ferramentas de apoio, não soluções isoladas.

O acompanhamento nutricional com um especialista, como um nutricionista ou nutrólogo, é essencial para ajustar refeições, suplementação e outros hábitos. A orientação especializada funciona como um filtro contra modismos perigosos e recomendações sem base científica, garantindo que as escolhas alimentares tragam saúde e prazer, e que o corpo receba o aporte nutricional necessário para práticas mais eficientes.

Adotar essas estratégias, priorizando o conhecimento e o apoio profissional, é o caminho para transformar as resoluções de Ano-Novo em um estilo de vida saudável e duradouro.

Com informações de Metrópoles

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