Nome influente do PCC, El Cid coleciona passagens por roubo, tráfico de drogas e tentativas de assassinatos contra policiais militares de São Paulo. Ele deixou a cadeia em setembro de 2022, após obter progressão de regime por outro crime pelo qual respondia.
À época, ele foi alvo de um novo mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio contra os PMs. Antes de ser cumprido, porém, ele foi colocado em liberdade e desapareceu.
Em abril de 2014, El Cid esteve envolvido em uma explosão de caixa eletrônico de uma farmácia no Jardim Miriam, na zona leste da capital paulista. Na ocasião, um bando com cerca de 10 bandidos armados de fuzil sequestrou um ônibus, usou o veículo para arrombar o estabelecimento e trocou tiros com PMs.
O nome do faccionado consta em 39 processos judiciais, sendo 33 deles somente no estado de São Paulo. Em sua maioria, El Cid responde por crimes de tráfico ilícito, uso indevido de drogas, associação para a produção de tráfico e condutas afins, segundo a Justiça.
O plano para sequestrar Sergio Moro
El Cid foi alvo da Polícia Federal em 2023, após ser apontado como um dos integrantes do PCC que estavam planejando sequestrar e matar figuras políticas.
Entre os alvos da facção criminosa, estavam Moro e a esposa, Rosangela Moro, além do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) e é o principal investigador da facção criminosa no país.
De acordo com as investigações, o sequestro e a morte de Moro e de outras autoridades seriam para obter dinheiro e conseguir o resgate de Marcola, que no início deste ano foi trazido do Presídio Federal de Porto Velho (RO) para o de Brasília.