
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, podendo permanecer por anos sem causar sintomas. Por isso, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é uma das principais ferramentas para evitar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.
A recomendação é que todos os adultos façam, pelo menos uma vez na vida, os testes para hepatites B e C. No entanto, pessoas com maior risco de exposição aos vírus devem realizar acompanhamento periódico.
Entre os grupos que exigem maior vigilância estão pessoas que vivem com HIV, pacientes em hemodiálise, profissionais da saúde expostos ao contato com sangue, usuários de drogas injetáveis ou inaladas, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, parceiros de indivíduos infectados, filhos de mães com hepatite B ou C e quem recebeu transfusão de sangue ou transplante antes da adoção dos testes de triagem nos bancos de sangue. Alterações nas enzimas do fígado também são um indicativo para investigação, mesmo na ausência de sintomas.
Segundo especialistas, quem permanece exposto a fatores de risco deve repetir os exames regularmente, conforme orientação médica. Já pessoas que tiveram apenas uma exposição isolada e apresentaram resultado negativo geralmente não precisam de novos testes, desde que não ocorram novas situações de risco.
Diagnóstico e prevenção
O rastreamento é realizado por exames de sangue. Para a hepatite B, os testes identificam infecção ativa, contato prévio com o vírus e imunidade. Já na hepatite C, um exame inicial detecta anticorpos e, quando o resultado é positivo, outro teste confirma se a infecção está ativa.
Além do diagnóstico precoce, especialistas destacam que medidas preventivas continuam sendo fundamentais. A vacinação contra a hepatite B, o uso de preservativos, o não compartilhamento de seringas e objetos perfurocortantes e a realização de procedimentos apenas em locais que seguem normas de biossegurança reduzem significativamente o risco de transmissão.
Quando identificadas precocemente, as hepatites apresentam melhores perspectivas de tratamento. A hepatite C pode ser curada na maioria dos casos com medicamentos orais, enquanto a hepatite B pode ser controlada com terapias que diminuem a progressão da doença e reduzem o risco de complicações.
Para os especialistas, ampliar o acesso ao rastreamento é uma das principais estratégias para reduzir os impactos das hepatites virais, evitando danos irreversíveis ao fígado e contribuindo para a prevenção de novos casos.
Com informações de Metrópoles







