Reprodução/Receita Federal

O maior conjunto de apreensões de haxixe foi registrado pela Receita Federal, nesta quinta-feira (16/4), com 283,50 kg da resina concentrada de Cannabis, com valor estimado de R$ 34,02 milhões. A substância, ilícita no Brasil, foi encontrada por cães de faro treinados.

A apreensão foi feita no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O conteúdo milionário estava escondido em duas cargas vindas da Califórnia, nos Estados Unidos.

Devido ao Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a apreensão será formalmente comunicada às autoridades norte-americanas.

A iniciativa foi firmada em 10 de abril entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), para o combate ao crime transnacional.

Segundo o governo federal, a cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump.

Além da ocorrência de hoje, só em 2026 a Receita registrou outras oito abordagens, que somaram 1.486 kg de haxixe. “As drogas e os documentos que compõem a importação foram encaminhados à Polícia Federal para o seguimento das investigações no âmbito da polícia judiciária da União”, informou o órgão de fiscalização.

PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também reportou que apreendeu, nesta madrugada, mais de 4 quilos de haxixe no interior de um ônibus que seguia para o Rio de Janeiro, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí.

A droga também foi identificada por cadelas farejadoras sob o assento ocupado pela motorista. A substância estava em uma maleta, com três invólucros plásticos contendo 40 tabletes.

Às autoridades, a mulher informou que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte da droga, de São Paulo para a Ilha do Governador.

Haxixe, o concentrado da maconha

  • O haxixe é uma resina concentrada extraída da planta Cannabis sativa, com concentrações de tetrahidrocanabinol (THC) mais altas que a maconha comum.
  • É geralmente comercializado em tabletes e fumado ou vaporizado para obter efeitos psicoativos intensos de euforia, relaxamento, riso fácil, aumento do apetite, alteração na percepção do tempo e aumento da sensibilidade sensorial.
  • O uso, porém, pode causar efeitos negativos, como pânico, paranoia, taquicardia, problemas de memória, dependência física e psicológica.
  • A pena para quem porta haxixe no Brasil depende se a substância é considerada para uso pessoal ou tráfico de drogas, conforme a Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Como se trata de um derivado da maconha, ele geralmente recebe tratamento jurídico similar.
  • O Supremo Tribunal Federal descriminalizou o porte de até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas para consumo próprio.
  • Cargas maiores e/ou com características para venda são tidas como tráfico. Nestes casos, a pena é prisão de cinco a 15 anos, além de 500 a 1.500 dias-multa.

Com Metrópoles.

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