
Um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, detalha a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional conhecida como Papudinha durante os últimos dez dias — período compreendido entre 23 de fevereiro e 4 de março.
Atividades registradas no período
O documento aponta que Bolsonaro não leu nenhum livro no intervalo analisado, mesmo tendo solicitado remição de pena por leitura. Entre as demais atividades registradas:
- Caminhadas: realizadas em oito dos dez dias, totalizando 8 horas e 23 minutos
- Consultas médicas: 32 consultas no período
- Fisioterapia: 3 sessões, totalizando 175 minutos
- Visitas de familiares: os filhos Flávio e Carlos estiveram presentes nos dias 25/2 e 4/3; a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou o marido nos dias 28/2 e 4/3, além de visitas de advogados
- Outras visitas: o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) visitou o ex-presidente no dia 25/2, e Paulo Maximiano Junqueira no dia 4/3
Pedido de prisão domiciliar negado
No dia 2 de março, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu novo pedido da defesa de Bolsonaro para cumprimento de pena em prisão domiciliar. A defesa havia alegado “existência de risco de vida e a incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas” na unidade.
O ministro considerou que a Papudinha oferece condições adequadas para garantir a dignidade da pessoa humana, com atendimento médico, atividades físicas, sessões de fisioterapia, assistência religiosa e visitas autorizadas de familiares e aliados políticos.
Nesta quinta-feira (5/3), a Primeira Turma do STF acompanhou, por unanimidade, a decisão de Moraes, negando o pedido de prisão domiciliar humanitária.
Contexto
Jair Bolsonaro está custodiado na Papudinha desde 15 de janeiro, após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Com informações de Metrópoles







