
O deputado republicano Andy Ogles, do Tennessee, solicitou nessa segunda-feira (9/2) que o Congresso dos Estados Unidos abra uma investigação formal contra a NFL e a emissora NBCUniversal devido ao show do intervalo do Super Bowl LX, protagonizado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio. Para o parlamentar, a apresentação exibida no domingo (8/2) representou “pura obscenidade” transmitida em rede nacional.
Em publicação nas redes sociais e em carta enviada ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes, Ogles acusou a liga e a emissora de terem conhecimento prévio e aprovado deliberadamente um espetáculo que, segundo ele, continha coreografias sugestivas e letras de teor sexual.
O congressista afirmou que o conteúdo seria “facilmente perceptível independentemente da barreira linguística”, apesar de o artista não ter cantado os versos mais explícitos de suas músicas.


Espetáculo do intervalo
- O show de Bad Bunny foi o primeiro do intervalo do Super Bowl apresentado quase inteiramente em espanhol e, de acordo com dados divulgados nos EUA, tornou-se o mais assistido da história, com mais de 135 milhões de espectadores.
- Para Ogles, no entanto, a apresentação “glorificou atos indecentes” e violou regras que, segundo ele, proíbem esse tipo de conteúdo em transmissões públicas.
- Na carta, o deputado pede que o comitê investigue o grau de conhecimento dos executivos da NFL e da NBC sobre o repertório e a coreografia, além dos processos internos de revisão, tradução das letras e aplicação de protocolos de segurança, como atraso na transmissão.
- Ogles afirma ser “altamente implausível” que a emissora e a liga não soubessem previamente do conteúdo apresentado.
A reação conservadora ao show também foi impulsionada por Donald Trump, que classificou a apresentação como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”. Outros parlamentares republicanos aliados do movimento “Make America Great Again” (MAGA) se manifestaram na mesma linha.
O deputado Randy Fine, da Flórida, afirmou nas redes sociais que a apresentação foi “ilegal” e disse que pretende acionar a Comissão Federal de Comunicações (FCC) para avaliar possíveis sanções.
Com informações de Metrópoles.







