
O governador interino do Amazonas, Roberto Cidade, anunciou nesta quarta-feira (22) a concessão de reajuste salarial de 4,14% para os servidores das forças de segurança pública do estado. A medida, referente à data-base de 2026, começa a ser paga a partir de novembro e deve alcançar mais de 14 mil profissionais, entre ativos e inativos.
O impacto estimado na folha do Governo do Amazonas é de aproximadamente R$ 171 milhões ao ano. Segundo o governador, o reajuste busca recompor perdas inflacionárias e reforçar o reconhecimento aos profissionais da área.
“Vamos pagar a data-base a partir de novembro. O percentual será de 4,14%. Isso já foi um avanço”, afirmou Cidade, destacando que a decisão foi construída com diálogo junto às categorias.
A medida beneficia servidores da Polícia Militar do Amazonas, Polícia Civil do Amazonas e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
Reforço na tropa e pagamento integral a alunos soldados
Além do reajuste, o governador interino anunciou a promoção de 713 alunos soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que passam a atuar oficialmente como policiais e bombeiros militares, reforçando o efetivo das corporações em todo o estado.
Outro ponto de destaque foi a decisão de garantir o pagamento integral do salário aos alunos soldados durante o período de formação. A medida, segundo o governo, busca assegurar melhores condições financeiras e fortalecer a preparação dos novos profissionais.
“Definimos uma pauta positiva com os pés no chão, ouvindo e debatendo o que é possível cumprir. Administrar o Amazonas é uma responsabilidade enorme e estamos avançando com equilíbrio”, afirmou Cidade.
Avaliação positiva das entidades
O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas, major Frederico Nascimento, avaliou positivamente o resultado das negociações e destacou a importância do diálogo com o Executivo.
“A gente recebe de maneira positiva, porque o governador interino mantém o canal de comunicação aberto e demonstra sensibilidade com a segurança pública. O policial e o bombeiro precisam dessa retaguarda para garantir um serviço de excelência à população”, disse.







