
O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), oficializou nesta terça-feira (7) sua pré-candidatura ao Governo do Estado e deu início à corrida eleitoral de 2026 defendendo uma campanha baseada no diálogo, na continuidade administrativa e na apresentação de resultados da gestão. Dois meses após assumir o cargo por meio de eleição indireta realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ele passa a integrar oficialmente a disputa pelo Palácio do Governo, tornando-se o quinto nome a confirmar participação no pleito de outubro.
Durante o evento, Cidade afirmou que pretende conduzir uma campanha sem ataques aos adversários e fez um discurso voltado à construção de alianças políticas.
“Hoje nós vamos começar uma caminhada do bem e esse barco que está aqui vai aceitar todo mundo. Nós não vamos fazer política com confronto, perseguindo, ameaçando. Não vou fazer isso. Quem quiser vir para cá será muito bem-vindo, porque aqui está o time do bem”, declarou.
Apesar do lançamento da pré-candidatura, o governador não confirmou se manterá o vice-governador Serafim Corrêa (PSB) na chapa que disputará a eleição. Também evitou antecipar possíveis composições partidárias e disse que esse debate será tratado no momento oportuno.
Após o anúncio, Roberto Cidade concedeu entrevista coletiva à imprensa e respondeu a questionamentos sobre saúde, alianças políticas, apoio de prefeitos e a continuidade da gestão iniciada pelo ex-governador Wilson Lima.
Saúde vira principal alvo de questionamentos
Questionado sobre críticas recentes envolvendo atrasos de pagamentos e dificuldades na rede estadual de saúde, o governador afirmou que sua administração tem priorizado a regularização financeira do setor.
Segundo ele, somente nos últimos três meses foram destinados mais de R$ 200 milhões para pagamentos de médicos e demais profissionais da saúde.
“Só nesses últimos três meses nós já pagamos mais de R$ 200 milhões entre médicos e outras áreas da saúde. Naturalmente vão querer nos atacar, porque hoje estou na condição de governador. Mas estamos respondendo com muito trabalho”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao aumento das críticas da oposição, que tem utilizado as redes sociais para questionar a condução da saúde pública estadual.
Defesa da gestão Wilson Lima
Ao ser questionado sobre o desafio de defender não apenas sua administração, mas também os quase oito anos do governo Wilson Lima, Roberto Cidade afirmou estar confortável com o legado recebido e destacou entregas recentes da atual gestão.
Segundo ele, os indicadores da segurança pública apresentam evolução e os investimentos continuam avançando, especialmente na área da saúde.
Cidade destacou que, somente na última sexta-feira, o Governo do Estado realizou nove entregas, sendo seis voltadas para a saúde, incluindo a reforma da recepção da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e a entrega do Hospital Dia do Complexo Hospitalar Sul.
“O trabalho continua. Vamos dar sequência a tudo aquilo que foi positivo no governo Wilson Lima e avançar ainda mais nos serviços prestados à população”, disse.
Apoio político e alianças
Sobre o apoio de prefeitos e lideranças municipais, Roberto Cidade evitou informar quantos gestores já integram sua base política, mas afirmou que pretende intensificar o diálogo com representantes de todas as regiões do Amazonas.
“Vou dialogar com todos os prefeitos, prefeitas, vereadores e lideranças do interior. Quem quiser caminhar conosco será muito bem-vindo.”
Questionado pelo jornalista Pedro Lamartine, do Portal Fato Amazônico, sobre uma eventual articulação nacional entre União Brasil e PL que pudesse resultar em uma chapa com o coronel Menezes como candidato a vice-governador, Cidade afirmou desconhecer qualquer negociação nesse sentido.
“Desconheço essa questão. Sou um político do diálogo e quem quiser vir para o nosso lado será muito bem-vindo”, respondeu.
Sem confirmar alianças nem definir a composição da chapa, o governador preferiu adotar cautela e reforçou que sua prioridade, neste momento, é apresentar resultados da administração estadual enquanto amplia as conversas com partidos e lideranças políticas visando a eleição de outubro.







