Assalto ocorreu em agência localizada na Rua da Graça, número 105 • Reprodução

Um assalto a uma agência do Banco Safra terminou com dois presos em flagrante após um tiroteio seguido de perseguição no Bom Retiro, na região central de São Paulo, no fim da noite deste sábado (24). Outros dois suspeitos conseguiram fugir.

A central de monitoramento do banco acionou a PM (Polícia Militar) após identificar a presença de quatro pessoas no interior da sala de cofres do estabelecimento.

Ao chegarem no local, os policiais avistaram um Audi A3 cinza estacionado em frente a agência. Neste momento, um indivíduo saiu rapidamente de dentro do banco e correu em direção ao veículo.

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz entrou no banco de trás com a arma em mãos, além de outros objetos que não era possível identificar.

Os policiais, então, efetuaram cerca de 25 disparos em direção ao veículo, que era blindado, por isso nenhum dos suspeitos foi atingido. Em depoimento à Polícia Civil, os agentes não souberam informar se os assaltantes dispararam de volta pois, segundo eles, a ação foi muito rápida.

Os dois conseguiram fugir e o veículo, que estava com a placa adulterada, foi abandonado na Alameda Ribeiro da Silva.

No interior da agência, os policiais localizaram os outros dois rapazes que continuavam dentro do cofre. Eles foram detidos já no corredor da agência com armas, coletes e munições dos seguranças da agência.

Itens foram apreendidos junto de suspeitos dentro do banco • Reprodução

Além disso, também foram localizados com eles uma peruca, furadeira, martelo, alicate e brocas. As armas dos vigilantes ficavam em um armário que também estava arrombado.

Aos policiais, os suspeitos detidos, identificados como Mario Sergio do Nascimento Meneguetti e Wilton Pereira Teixeira, informaram que foram contratados para roubar o cofre e as armas.

Suspeitos deverão passar por audiência de custódia • Reprodução

Em depoimento, Mario relatou que estava com Wilton, quando encontraram, dois colegas conhecidos como Magrão e Zóio, próximo à estação Tatuapé do metrô, que disseram ter um “trabalho” para ele, que seria um roubo a banco.

Ele afirma que os quatro foram ao local e um deles abriu a porta de vidro com a chave de fenda. Eles entraram para abrir os cofres, mas não conseguiram, quando foram surpreendidos pela PM.

Mario ainda afirma que não sabe o que Magrão e Zóio levaram do local e que não ouviu os disparos. Ele conta também que não sabe de quem seria o carro roubado e que as armas dos seguranças não estavam nem com ele, nem com Wilton.

Já Wilton confirmou a versão de seu amigo e disse que os quatro iriam dividir os valores em partes iguais. Ele já tem passagem criminal por roubo e tentativa de homicídio.

A representante do banco informou aos policiais que ainda não contabilizou o que foi roubado, apenas as duas armas de fogo, que pertenciam a empresa para uso dos vigilantes. Ela conta ainda que as imagens das câmeras de segurança estão disponíveis para análise.

O caso foi registrado como associação criminosa e tentativa de roubo no 2º Distrito Policial, do Bom Retiro. Os outros dois suspeitos ainda não foram localizados.

Com informações de CNN Brasil.

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