Um sagui leucístico, animal de aparência rara devido à pelagem quase totalmente branca, foi resgatado após ser atropelado na tarde de sexta-feira (4), no bairro Rio Cerro II, em Jaraguá do Sul, no norte de Santa Catarina. O animal foi encontrado por uma equipe da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), que realizou o atendimento inicial e o encaminhou para uma clínica veterinária.

Após ser localizado, o sagui foi colocado em uma caixa de transporte e levado para avaliação médica. Na clínica, veterinários verificaram possíveis ferimentos provocados pelo atropelamento e iniciaram os cuidados necessários para a recuperação do animal.

De acordo com Christian Raboch Lempek, responsável pelo resgate, o sagui permanece em observação. O animal está recebendo acompanhamento veterinário enquanto as equipes avaliam sua evolução e as condições para a continuidade do tratamento.

A característica que torna o sagui especialmente incomum é o leucismo, uma alteração genética rara que provoca a redução ou ausência parcial da pigmentação dos pelos. Diferentemente do albinismo, o leucismo não necessariamente elimina a pigmentação dos olhos, mas pode deixar a pelagem de determinados animais muito mais clara do que o habitual.

No caso do sagui encontrado em Jaraguá do Sul, a alteração genética fez com que praticamente toda a pelagem apresentasse coloração branca, chamando a atenção da equipe responsável pelo resgate.

Apesar de o animal estar sendo tratado dos ferimentos provocados pelo atropelamento, a recuperação não significa que ele poderá ser devolvido imediatamente ao mesmo local onde foi encontrado. Segundo Lempek, os saguis não são espécies nativas da região Sul do Brasil, o que exige uma avaliação específica antes da definição do destino do animal.

A permanência de espécies fora de sua área natural pode representar riscos tanto para o próprio animal quanto para o equilíbrio dos ambientes onde são introduzidas. Por isso, após receber alta veterinária, o sagui deverá passar por uma nova avaliação antes de qualquer decisão sobre sua destinação.

A previsão é que, depois da recuperação, o animal seja encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Florianópolis. A unidade é responsável por receber animais silvestres resgatados ou apreendidos e avaliar as condições de cada indivíduo para definir os procedimentos adequados.

No Cetas, o sagui deverá passar por uma nova avaliação, que poderá considerar seu estado de saúde, comportamento e as condições necessárias para sua manutenção ou eventual encaminhamento. A destinação será definida pelos profissionais responsáveis pelo atendimento.

O caso também chama atenção para os riscos enfrentados pela fauna silvestre em áreas urbanas e próximas a rodovias. O atropelamento de animais é uma das situações que frequentemente exigem a atuação de equipes ambientais e veterinárias para tentar reduzir a mortalidade da fauna.

Neste caso, o resgate rápido permitiu que o sagui recebesse atendimento especializado após o atropelamento. Agora, a prioridade é garantir sua recuperação e encaminhá-lo para um local adequado, levando em consideração tanto suas condições de saúde quanto as características da espécie.

A presença de um animal com leucismo também torna o caso incomum, já que a alteração genética é considerada rara e pode produzir características visuais bastante diferentes do padrão observado em indivíduos da mesma espécie. Após o tratamento, caberá às autoridades ambientais definir o destino mais apropriado para o sagui.

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