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A perigosa cultura do abate do boto para a captura da piracatinga na região do alto Solimões, não raras vezes denunciada por pesquisadores de várias instituições ambientais, como o INPA, por exemplo, voltou a ser abordado pelo site change.org dia 16 de maio deste ano.
Na região, o boto é morto, transformado em isca e usado na pesca da piracatinga, um peixe bagre que se alimenta de carcaças.
De acordo com o site, que abriu um abaixo-assinado on-line convocando o ministro da Pesca e Aquicultura André de Paula a tornar definitiva a proibição do abate do boto, a população da espécie cai pela metade a cada 10 anos. O abaixo-assinado é de autoria da Sea Shepherd Brasil.
Desde 2015, conforme lembrou, uma moratória temporária proíbe a pesca e comercialização da piracatinga. A moratória foi renovada três vezes. Sua última versão, a portaria SAP/MAPA Nº 271, de 1º de julho de 2021, está prevista para acabar em 2 de julho de 2023, como divulgada na portaria SAP/MAPA Nº 1.082, de 22 de junho de 2022.
Conforme lembrou o site, a piracatinga, ameaçada de extinção, é exportada ilegalmente para outros países, principalmente para a Colômbia, onde seu comércio, também, é proibido, uma vez que este é um peixe com altas concentrações de mercúrio e outros tóxicos danosos à saúde.
“A morte intencional dos botos cor-de-rosa é um ato ilegal desde 1988. Portanto, seu uso como isca, assim como o comércio deste peixe na Colômbia, são práticas permanentemente ilegais”, destaca o change.org.
Na semana passada, um boto foi localizado por uma moradora ribeirinha do Novo Airão com o olho esquerdo cravado por um arpão. O assunto foi amplamente divulgado, mas até hoje não se tem notícia de que a zagaia foi removida do olho do mamífero.
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Vídeo – Ribeirinha faz apelo às autoridades para removerem zagaia cravada no olho do boto Curumim