Em meio à suspeitas de intoxicação por metanol, governo de São Paulo fiscaliza comércios suspeitos de vender bebidas adulteradas • Divulgação/Governo de SP

Secretaria da Saúde de São Paulo emitiu um alerta nesta terça-feira (30) para hospitais, unidades e profissionais da saúde após a confirmação dos casos de intoxicação por metanol no estado. Segundo o orgão, a substância, usada de forma ilegal na produção de bebidas alcoólicas, é altamente tóxica e pode causar cegueira e até morte. 

Até o momento, o estado investiga casos recentes em que a substância foi identificada em destilados consumidos principalmente por jovens adultos. Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o estado paulista acumula 22 casos entre suspeitos e confirmados —, sendo que 17 desses ainda estão sendo apurados. Além disso, cinco mortes suspeitas de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol já foram identificadas.

O aviso feito pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) orienta que os profissionais fiquem atentos aos sintomas que costumam aparecer entre 6 e 24 horas após a ingestão da substância. O paciente também deve ser avaliado imediatamente e realizar exames laborais e avaliação oftalmológica.

Veja a seguir os principais sintomas:

  • Iniciais (até 6h após a ingestão): sonolência, ataxia, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, confusão mental, taquicardia e hipotensão
  • Entre 6 e 24h: visão turva, fotofobia, escotomas, midríase, perda de visão das cores, convulsões, coma, acidose metabólica grave.
  • Casos graves: cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal, necrose de gânglios da base com tremor, rigidez e bradicinesia.

Conduta clínica que deve ser adota:

  • Solicitar exames: gasometria arterial, eletrólitos, osmolaridade sérica, função renal e hepática. Avaliar e acompanhar a acidose metabólica.
  • Avaliação oftalmológica.
  • Tratamento inclui suporte básico de vida, hidratação venosa, esvaziamento gástrico (se ingestão <1h), correção da acidose e uso de antídotos específicos, além de hemodiálise dos casos graves.

Além disso, a Secretaria recomenda que qualquer caso suspeito seja registrado no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Para dar suporte aos médicos, os Centros de Assistência Toxicológica (CiaTox) oferecem orientação especializada.

O Centro de Vigilância Epidemiológica também reforça que bares, empresas e consumidores devem verificar a procedência das bebidas, adquirindo apenas produtos de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre e selo fiscal.

Com informações de CNN Brasil.

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