
O secretário municipal de Segurança de Barra do Corda (MA), Sargento James Mota da Silva, foi afastado do cargo na prefeitura e de suas funções na Polícia Militar.
O desligamento ocorreu após a circulação de áudios atribuídos a ele em que defende a prisão de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
Nas gravações, compartilhadas na internet, o então secretário afirma que integrantes do partido são “inimigos da polícia” e sugere prender apoiadores para intimidar outros eleitores. Em um dos trechos, ele incentiva outros policiais a realizar as detenções.
“Bora botar esses petistas no lugar deles. Bora prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo. Tem a forma de prender legalmente. Bora prender quem tiver que prender, esses vagabundos”, diz o áudio.
Em outra gravação, James afirma que abordou apoiadores do PT que distribuíam santinhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o primeiro turno.
“No primeiro turno tinha uns petistas dando santinho do Lula lá na frente do Dom Marcelino, na frente de outras escolas, e eu fui pra cima de alguns. Bora ficar só dentro de casa também não. Só reclamando, só colocando culpa em Alexandre de Moraes, em Lula. Bora pra cima, meu filho”, afirma.
As gravações também incluem a fala de uma pessoa não identificada, que pede ao secretário que mobilize a Guarda Municipal para realizar prisões.
Confira:
Atenção 🚨 Determinei o afastamento do sargento James Mota da Silva (cedido à Prefeitura de Barra do Corda, onde atua como secretário municipal de Segurança) e a investigação sobre suas graves declarações.
Qualquer tentativa de intimidar eleitores ou interferir na liberdade do… pic.twitter.com/PDzroZvRXk
— Carlos Brandão 🇧🇷 (@carlosbrandaoma) October 23, 2026
Investigação
Após a repercussão, o prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles (MDB), determinou o afastamento de James das funções municipais nessa quinta-feira (22/10).
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) acionou a Polícia Federal (PF) para apurar o caso. O governador do estado, Carlos Brandão (MDB), também determinou a abertura de investigação sobre as declarações.
Em nota, James admitiu ter enviado as mensagens, mas afirmou que o conteúdo era uma “brincadeira”. Segundo ele, os áudios foram compartilhados em um grupo fechado de policiais militares.
“Nesse grupo, são comuns brincadeiras, comentários e provocações de cunho político, inclusive com a participação de policiais que são eleitores do PT. É uma forma de interação que já faz parte da convivência entre os integrantes, que possuem diferentes posicionamentos políticos”, diz um trecho da nota.
Federação apresenta notícia-crime
O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), informou que a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral contra James.
A notícia-crime é uma comunicação formal às autoridades sobre fatos que podem configurar infração penal, para que sejam analisados e, se necessário, investigados.







