A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Departamento de Atenção Primária (DAP), realiza o “Curso de Prevenção de Incapacidades em Hanseníase” para 12 servidores. As aulas teóricas ocorreram de 12 a 14 deste mês e as aulas práticas começaram ontem (19). Os servidores fazem parte do Programa de Hanseníase, nas unidades básicas de saúde. As aulas ocorrem no auditório do Movimento de reintegração de pessoas atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Centro de Reabilitação, ambos no bairro Colônia Antônio Aleixo.
Segundo o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, é constante o compromisso de capacitar as equipes da Semsa com todas as técnicas novas desenvolvidas para que a efetividade da atuação, dentro das especialidades, seja a mais correta e eficiente possível. “Neste caso específico, trata-se de prevenção e quanto mais nos anteciparmos com ações deste tipo, teremos a chance de corrigir problemas ainda no início, com chances de cura e reabilitação maiores”, declarou Magaldi.
O curso é realizado em parceria com a Fundação Alfredo da Matta, Morhan e Centro de Reabilitação Antônio Aleixo e visa aprimorar e atualizar as técnicas de prevenção de deformidades ocasionadas pela Hanseníase, que são as principais consequências da doença.
Hanseníase – A hanseníase permanece endêmica em Manaus, apesar da diminuição do número de casos novos, gradativamente, a cada ano. Em 2016 foram diagnosticados 167 novos casos residentes na capital, enquanto no ano anterior foram 182 casos, em 2014, 215 casos e em 2013, 232 casos.
Ainda segundo o secretário Magaldi, o diagnóstico precoce, o tratamento e a prevenção são ações prioritárias para bloquear a transmissão da doença, reduzir incapacidades e deformidades, assim como para desconstruir o medo e o preconceito que causam discriminação e danos psíquicos, morais e sociais aos doentes, a seus familiares e à sociedade.
“Essas ações dependem da qualificação dos profissionais de saúde. Baseado nisso a Semsa organizou o curso voltado para o atendimento na rede de atenção básica. Atualmente cerca de 20 unidades fazem atendimento a pacientes com hanseníase, porém todas as unidades possuem profissionais capacitados para a suspeição e tratamento da doença” finalizou Marcelo Magaldi.







