
O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, destacou, nesta quarta-feira (26/08), a integração entre as forças de segurança como um dos principais caminhos para ampliar o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado na região amazônica. Representando o governador Roberto Cidade, Serafim participou da abertura do Encontro Nacional de Operações Integradas de Fronteiras, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, zona sul de Manaus.
Ao abordar os desafios impostos pela dimensão territorial e pelas fronteiras do Amazonas, Serafim comparou o cenário atual com a realidade discutida há cerca de uma década, quando ainda exercia mandato de deputado. Na ocasião, segundo ele, uma das principais fragilidades apontadas era justamente a falta de comunicação e atuação conjunta entre as diferentes forças.
“Dez anos depois, eu tenho a alegria de estar aqui no evento, onde o coronel Paiva, secretário de Segurança, anuncia que este ano já foram apreendidas 44 toneladas de drogas. Quer dizer, na medida em que avança a integração, aumenta o nível de apreensão”, afirmou Serafim.
O encontro reúne representantes de órgãos estaduais e federais para discutir estratégias de combate ao crime organizado e aos ilícitos transfronteiriços, com atenção especial às particularidades da Amazônia. A programação, que segue até quinta-feira (27/8), aborda inteligência, Rota do Solimões, segurança pública nas hidrovias, atuação integrada nas fronteiras e uso de tecnologias como o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e o Cortex.
Resposta integrada
Representando a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o diretor de Operações Integradas e de Inteligência, José Anchieta Nery Neto, ressaltou que a atuação das organizações criminosas ultrapassa os limites territoriais dos estados e exige uma resposta conjunta.
“Esse é um problema de todos nós, que precisa de uma resposta uníssona, que precisa de um esforço de todas as forças de segurança. E isso não se constrói de maneira simples. A gente precisa de técnica, precisa de profissionalismo, precisa de dedicação dos profissionais que estão na ponta”, afirmou Anchieta.
O comandante militar da Amazônia, general de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, também destacou a integração como elemento essencial para o enfrentamento dos crimes transfronteiriços, diante das particularidades geográficas e logísticas da região.
“Só com as nossas instituições integradas, aproveitando a expertise e a especificidade de cada uma, uma complementando a ação da outra, nós vamos ter êxito no combate aos crimes transfronteiriços, transnacionais e ambientais”, afirmou.
Enfrentamento ao tráfico
O secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Brito de Paiva, destacou que a localização geográfica coloca o Estado em posição estratégica para a segurança nacional, especialmente pela utilização dos rios como corredores do crime organizado.
“O Amazonas enfrenta o crime que acontece dentro do seu território e, ressalto, enfrenta também o crime que passa por ele. A Rota do Solimões representa um dos principais corredores logísticos de drogas do continente. Fechar essa rota exige inteligência, presença territorial e integração entre agências”, afirmou.
Na abertura do encontro também estiveram presentes o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel QOBM Orleilso Ximenes Muniz; o delegado-geral adjunto Guilherme Torres; o comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel QOPM Marcos Klinger dos Santos Paiva; e o coordenador-geral de Fronteiras e Amazônia, coronel Jacks Daiennie Galvão Pereira, além de representantes de instituições estaduais e federais.







