Adriel Martins das Neves, apontado como autor da agressão no SPA do Alvorada, não integra o quadro da SES-AM nem tinha autorização para atuar na unidade, segundo a Secretaria de Saúde.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas instaurou uma Ação Sancionatória contra o Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea) e determinou o afastamento do médico Juan Carlos Guzman Marapara, após denúncia de agressão registrada no SPA do Alvorada. A medida foi adotada depois que a cabeleireira Rosicleide Rodrigues Sobrinho relatou ter sido vítima de agressões físicas, ameaças e constrangimento enquanto acompanhava a mãe, Rosalba Rodrigues, de 65 anos, na unidade de saúde.

Segundo a SES-AM, o médico foi afastado inicialmente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado conforme o andamento do processo administrativo. Durante esse período, a empresa contratante está obrigada a impedir que o profissional atue em qualquer unidade de saúde sob gestão da secretaria.

De acordo com a nota oficial, o afastamento ocorreu após a constatação de descumprimento de cláusulas contratuais, já que o médico levou para o plantão um indivíduo sem qualquer vínculo com a Secretaria de Saúde. O homem apontado como autor da agressão, Adriel Martins das Neves, não integra o quadro funcional da SES-AM nem possuía autorização para atuar como estagiário ou exercer qualquer função no SPA, o que caracteriza infração contratual por parte do Icea.

Além do afastamento administrativo, o cirurgião também deverá responder por infração ética, uma vez que permitiu a presença de pessoa não autorizada em ambiente hospitalar. A Procuradoria Jurídica da SES-AM informou que a Ação Sancionatória é o instrumento legal utilizado para apurar responsabilidades e aplicar penalidades, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Conforme a Secretaria, o descumprimento contratual pode resultar em sanções previstas na Lei nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratos administrativos. Entre as penalidades possíveis estão multas, rescisão contratual e, em situações mais graves, a proibição de contratar com o Estado, além da eventual reparação de danos.

Em nota, a SES-AM afirmou que repudia qualquer forma de violência e reforçou que não compactua com condutas que violem os princípios da ética profissional, do respeito e da dignidade humana. A Secretaria também informou que está colaborando com as autoridades policiais responsáveis pela investigação do caso.

Artigo anteriorPrefeita Macelly Veras anuncia pagamento do abono do Fundeb aos professores de Maués
Próximo artigoAtaque dos EUA atinge embarcação no Pacífico e deixa dois mortos