Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo-DF) saiu em defesa de Pablo Aguiar, responsável pela investigação do caso da morte de Rodrigo Castanheira, 16 anos, após agressão cometida pelo piloto Pedro Turra.

No início da tarde desta quinta-feira (12/2), o Sindepo-DF disse que se manifesta “de forma clara, firme e responsável diante da tentativa de imputar ao delegado de Polícia Pablo Aguiar condutas que, além de juridicamente questionáveis, revelam indevido alargamento do alcance da Lei de Abuso de Autoridade”.

A declaração da entidade foi divulgada após a defesa de Pedro Turra repudiar “vazamento de depoimentos produzidos em sede policial” e declarar que tomou medidas judiciais cabíveis.

O Sindepo-DF disse que “o delegado de polícia exerce função constitucional essencial à Justiça, presidindo o inquérito policial com independência técnico-jurídica, sob o controle externo do Ministério Público”. “Não lhe compete acusar, julgar ou condenar, tampouco pode ser responsabilizado criminalmente por decisões que extrapolam sua esfera de atribuição”, afirmou.

Durante coletiva de imprensa sobre o caso, no dia 30 de janeiro, Pablo Aguiar se emocionou e chorou ao detalhar o caso. O delegado disse que sente a “dor de um pai” e tem esperanças de que o “Judiciário e o Ministério Público enxerguem o caso com mais seriedade”. No mesmo dia, Pedro Turra foi preso preventivamente.

O sindicato declarou que “o exercício dessa atribuição institucional não desnatura a condição humana do delegado”.

A autoridade policial não é indiferente ao sofrimento da vítima e de seus familiares, nem desprovida de empatia diante de fatos graves. Todavia, sua atuação é pautada pelo equilíbrio, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com a busca da verdade real, independentemente de quem seja o investigado ou das pressões externas eventualmente incidentes sobre o caso”, informou.

Com informações de Metrópoles.

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