Manifestantes seguram uma faixa que diz "O país não está à venda" e gritam slogans em frente ao Congresso Nacional durante uma greve nacional contra as políticas do presidente Javier Milei convocada pelo sindicato dos trabalhadores CGT em 24 de janeiro, 2024 em Buenos Aires, Argentina • Marcelo Endelli/Getty Images

A CGT (Confederação Geral do Trabalho), a maior central sindical da Argentina, anunciou nesta segunda-feira (16) que realizará uma greve nacional de 24 horas em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.

A greve, que não incluirá qualquer tipo de mobilização, entrará em vigor assim que a Câmara dos Deputados começar a debater o projeto de reforma trabalhista, informou a CGT. O debate está previsto para ocorrer antes do final de fevereiro.

Na última quinta-feira, o Senado aprovou preliminarmente o projeto de lei após o partido governista negociar uma série de alterações ao texto original, por meio do qual o governo busca promover investimentos e empregos formais.

A medida é contestada pela oposição peronista, que argumenta que ela viola os direitos dos trabalhadores.

Os grupos argumentam que a reforma restringe sua autoridade em disputas trabalhistas, forçando-os a solicitar permissão para realizar reuniões, segundo Rodolfo Aguiar, presidente da ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado).

O projeto está no centro da estratégia do presidente argentino para atrair investimentos e reativar o crescimento do país. O governo defende a iniciativa como um plano de “modernização trabalhista” que visa expandir o emprego formal em uma economia onde mais de 40% dos trabalhadores não são registrados.

As reformas também podem exigir que entre 50% e 75% dos serviços continuem funcionando durante uma greve para alguns setores classificados como essenciais, afirmou ele. “A greve perde toda a eficácia”, acrescentou o sindicalista.

Os sindicatos argentinos têm um longo histórico de interromper o transporte, bloquear portos e fechar corredores logísticos importantes durante conflitos trabalhistas, um poder de greve que pode paralisar rapidamente os fluxos comerciais de um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.

“Se nossas demandas não forem atendidas, não descartamos uma escalada do conflito”, disse Cristian Jerónimo, líder da federação trabalhista CGT.

O projeto de lei também permitiria que algumas horas extras fossem compensadas com dias de folga, em vez de pagamento extra. O governo não divulgou publicamente números estimando a economia geral com as reformas.

Com informações de CNN Brasil.

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