
O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, presos por envolvimento na morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, foram transferidos para Goiânia, capital de Goiás, nesta quata-feira (28).
O desaparecimento da mulher, que se iniciou em 17 de dezembro, teve solução após o corpo dela ser encontrada em uma área de mata.
Depois de detidos, os dois homens foram levados para Delegacia de Homicídios e transferidos para a Delegacia de Capturas. Segundo a Polícia Civil, eles devem devem ficar no local pelos próximos 30 dias.
Entenda o caso
O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado, na madrugada desta quarta-feira (28), pela Polícia Civil de Goiás em uma área de mata, em Caldas Novas, no sul do estado.
Segundo informações da Polícia, o síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho foram presos por suspeita de participação no homicídio. Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025.
As prisões foram realizadas pelo GIH (Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas), pelo GID (Grupo de Investigação de Desaparecidos) e pela DIH (Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios).
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil de Goiás informou que o síndico confessou o crime ao colaborar com as investigações e indicar aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado.
Desaparecimento e investigações
Daiane foi vista pela última vez no elevador do condomínio onde morava, o Amethist Tower. Ela desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento e desapareceu. As imagens mostram a vítima no local até as 19h. Às 19h08, as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio. Cleber teria abordado Daiane no subsolo do prédio enquanto ela filmava os relógios de energia.
Ao longo do processo investigativo, cerca de 22 pessoas foram ouvidas. De acordo com a polícia, diante das relações entre os suspeitos e a vítima, apenas o autor preso nesta quarta (28) teria tido a possibilidade de cometer o crime e ocultar o corpo.
O síndico responderá por homicídio e ocultação de cadáver. O filho dele, por sua vez, pode responder por obstrução da investigação, por supostamente ter auxiliado o pai.
Outra linha de análise divulgada pela polícia aponta que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada do local já sem vida, uma vez que, se estivesse viva, a dinâmica do crime teria sido muito mais complexa.
A Polícia Civil afirma que o “síndico tinha meios, modos e motivos para o crime”.
Essa conclusão está relacionada ao histórico de conflitos entre Daiane e Cléber. A corretora moveu 12 processos contra o síndico, nas esferas cível e criminal. Desses, 11 seguem em andamento e um foi arquivado com sentença favorável à corretora.
Com informações da CNN.







