
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito do inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças envolvendo integrantes da Corte. A informação foi confirmada ao SBT News por fontes do STF e do STJ.
Com a autorização, a Polícia Federal poderá aprofundar as apurações sobre suspeitas envolvendo Buzzi e familiares na investigação derivada da Operação Sisamnes, deflagrada em 2024 para apurar a suposta comercialização de decisões judiciais por magistrados.
A decisão de Zanin permite que os investigadores ampliem a coleta de provas e analisem eventuais ligações do ministro com o esquema investigado. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais fatos específicos motivaram a inclusão de Buzzi nas investigações.
Em nota, a defesa do ministro negou qualquer irregularidade e afirmou que ele não possui relação com atividades profissionais de seus familiares.
“O ministro Buzzi não tem relação com atividades de nenhum de seus familiares. Ao contrário, é impedido de exercer a função de juiz em processos nos quais familiares atuem. Não tem conhecimento dos andamentos do caso em tela, tampouco figura como investigado”, declarou a defesa.
A investigação faz parte da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal desde o ano passado. O objetivo é apurar suspeitas de um esquema de venda de sentenças envolvendo magistrados do Superior Tribunal de Justiça e possíveis intermediários.
Paralelamente, Marco Buzzi já está afastado de suas funções no STJ em razão de outro processo, relacionado a acusações de importunação e assédio sexual. O julgamento desse caso está previsto para o dia 6 de agosto.
Até o momento, o STF e a Polícia Federal não divulgaram novos detalhes sobre o andamento da investigação nem sobre as diligências autorizadas pela decisão de Cristiano Zanin.







