
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (2/11), um pedido do governo do presidente Donald Trump para impedir a contagem de aproximadamente 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia.
A administração federal alegava que as cédulas poderiam estar vinculadas a pessoas sem cidadania norte-americana e solicitava que fossem separadas até a conclusão de uma verificação sobre a elegibilidade dos eleitores.
A decisão foi divulgada na véspera das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3/11). A ordem da Suprema Corte possui apenas uma página e não apresenta justificativa.
Pedido já havia sido rejeitado por tribunais inferiores
Antes de chegar à Suprema Corte, a solicitação do governo Trump havia sido negada pelo juiz federal David O. Carter, em 28 de outubro.
O magistrado questionou a confiabilidade dos dados apresentados pela administração federal e apontou o risco de impedir a contabilização de votos de cidadãos legalmente habilitados.
Na sexta-feira (30/10), outro tribunal federal manteve a rejeição do pedido, por dois votos a um. A maioria dos magistrados considerou insuficientes os argumentos para determinar alterações nos procedimentos eleitorais durante a votação.
As autoridades da Califórnia também contestaram a metodologia utilizada pelo governo federal para identificar os supostos eleitores sem cidadania norte-americana.
Eleições renovam Congresso norte-americano
Nesta terça-feira (3/11), os eleitores dos Estados Unidos escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 membros do Senado.
O pleito também inclui disputas estaduais, como eleições para governador em diferentes estados.
Com a decisão da Suprema Corte, não foi autorizada a suspensão da contagem das cédulas questionadas pelo governo federal, permanecendo os procedimentos eleitorais adotados pelas autoridades da Califórnia.
Com informações de Metrópoles







