A estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, foi assassinada após ser estrangulada com um cabo de carregador de celular, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, foi preso em flagrante pelo crime.

A mulher estava morta e sem roupas quando um morador a encontrou em uma área de mata de Juatuba (MG), na terça-feira (10/2).

Ao encontrar o corpo no matagal, o morador ligou para o 190. A Polícia Militar isolou a área, iniciou as buscas pelo suspeito e acionou as forças de segurança para adotar os procedimentos cabíveis.

Após o chamado, a perícia compareceu ao local com delegados da PCMG e foram apreendidos um notebook, um celular, um carregador, além de uma mochila com roupa.

Depois de analisar as circunstâncias do crime na área, o delegado André Luiz Cândido Ribeiro afirmou que, possivelmente, houve estupro e que Vanessa morreu após se enforcada com a carregador do carregador.

 “A perícia do IML pode confirmar, provavelmente, um crime sexual e homicídio posterior. Não houve perfurações, foi só estrangulamento, com um cordão de carregador de celular”, detalhou o investigador.

Segundo a PCMG, os peritos coletaram pistas do crime, e o corpo de Vanessa foi encaminhado ao Posto Médico-Legal, em Betim, para ser submetido a exames e, posteriormente, liberado aos familiares.

O delegado ainda informou que, como os pertences da vítima estavam no local, o crime não apontava furto nem roubo, mas estupro seguido de homicídio.

Suspeito preso

Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, foi preso em flagrante na tarde dessa quinta-feira (12/2) em Carmo do Cajuru (MG). Ele confessou ter estuprado e asassinado a estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, além de afirmar que o crime não foi planejado e que a vítima foi escolhida de “forma aleatória”.

Após dias de investigação a polícia identificou o suspeito de cometer o crime e inicou as buscas por Ítalo, alvo de um mandado de prisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os policiais avistaram o criminoso em Carmo do Cajuru, dentro de um trem que saiu de Itaúna e tinha como destino Divinópolis.

A polícia identificou Ítalo e contatou o maquinista do trem para que o transporte interrompesse a viagem. O trabalhador acatou a ordem, travou o veículo e, neste momento, o criminoso tentou fugir e se esconder pela cidade, no entanto, policiais o interceptaram e o prenderam em flagrante.

Ao ser questionado sobre as lesões aparentes no corpo, o suspeito disse que ocorreram durante o homicídio. Segundo o TJMG, Ítalo cumpriu pena de prisão em regime fechado, pelos crimes de tráfico, furto, roubo e estupro, mas estava em regime semiaberto domiciliar desde 20 de dezembro do ano passado, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As penas de Ítalo totalizam 38 anos, 10 meses e 29 dias. Do total, 23 anos, 11 meses e 19 dias foram cumpridos, no entanto, o suspeito deve ser julgado pelo homicídio cometido. Com Metrópoles.

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