Tadeu de Souza (PP) subiu o tom e deixou claro, em entrevista à jornalista Rosiene Carvalho, da BandNews Difusora, nesta sexta-feira (20), que está no jogo pela sucessão estadual de 2026. O vice-governador afirmou, sem rodeios, que é candidato ao Governo do Amazonas, esteja ou não sentado na cadeira de governador.

A declaração põe fim a qualquer dúvida sobre sua disposição de entrar na disputa e reforça que seu projeto político não depende, necessariamente, de uma eventual saída de Wilson Lima do cargo para concorrer ao Senado. Mesmo sem assumir o comando do Estado, Tadeu garantiu que vai para a disputa respaldado por um grupo político com força no Amazonas e articulação nacional.

Ao falar sobre Wilson Lima, o vice-governador não economizou elogios e defendeu que, caso o governador decida disputar o Senado, o Amazonas terá um nome competitivo e experiente na corrida. Segundo Tadeu, os dois mandatos de Wilson no comando do Executivo estadual credenciam o governador para representar o Estado em Brasília com peso político e bagagem administrativa.

Tadeu também aproveitou a entrevista para dar um recado direto ao comentar sua saída do Avante, legenda do prefeito de Manaus, David Almeida, e sua ida para o PP. Segundo ele, sua decisão não foi motivada por vínculos pessoais nem por compromissos de compadrio, mas por alinhamento político e interesse público.

“Não devo lealdade a projeto político de ninguém”, afirmou.

A fala foi interpretada nos bastidores como um sinal claro de emancipação política e uma resposta a leituras de que sua trajetória estaria subordinada a outros grupos. Tadeu foi além e afirmou que não aceitará desempenhar papel menor dentro do processo eleitoral, deixando evidente que não pretende ser coadjuvante na sucessão estadual.

Ao dizer que não vai se apequenar diante da própria história, o vice-governador reforça o discurso de independência e se posiciona, de forma pública, como nome posto na disputa pelo governo do estado. A declaração fortalece seu movimento dentro do tabuleiro de 2026 e indica que a corrida pelo governo já começou nos bastidores — e agora também no discurso.

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