
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que terá uma reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para discutir as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. O encontro está previsto para ocorrer durante a reunião de ministros das Finanças do G20, marcada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Segundo Durigan, o governo brasileiro levará seus argumentos para tentar avançar nas negociações, mas uma solução definitiva para o impasse deve ocorrer apenas após as eleições de outubro. “Vou me encontrar com o ministro das Finanças dos EUA no G20 no próximo mês. Vou levar todos os nossos argumentos. Acho que depois das eleições isso se resolve de uma forma ou de outra”, declarou.
O ministro classificou o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “completo absurdo” e afirmou que a medida representa uma “interferência externa indevida”. A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor na última quarta-feira (22), aumentando a tensão comercial entre os dois países.
Durigan afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se preparou para negociar com Washington e disse que as autoridades brasileiras apresentaram argumentos durante as conversas com representantes norte-americanos.
Segundo o ministro, houve diálogo com o governo dos Estados Unidos, inclusive com participação dos presidentes Lula e Trump, em uma tentativa de evitar a aplicação das tarifas. Ele afirmou que as reuniões foram conduzidas de forma profissional e que o Brasil apresentou propostas para defender seus interesses comerciais.
“Nós fomos e conversamos. Tive com o presidente Lula e com o presidente Trump. Foi uma conversa boa, com documentos, profissional, que defendeu os interesses nacionais e se dispôs a discutir um ou outro tema que incomodasse o governo dos Estados Unidos”, afirmou.
A cobrança adicional sobre produtos brasileiros tem gerado preocupação entre setores da economia, que avaliam possíveis impactos nas exportações e nas relações comerciais entre os dois países. O governo brasileiro busca, nas próximas semanas, ampliar o diálogo diplomático e encontrar alternativas para reduzir os efeitos da medida.







