MPBA deflagrou a terceira fase da da ‘Operação Terra Justa’. • Divulgação/MPBA

O tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente, nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, por suspeita de ligação com milícia armada no oeste da Bahia durante a terceira fase da Operação Terra Justa, deflagrada pelo MPBA (Ministério Público da Bahia).

Segundo o órgão, o policial militar, que hoje atua como diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, foi denunciado por corrupção passiva militar no âmbito das investigações.

De acordo com a denúncia, Normanha colaborava com o funcionamento da milícia e já recebeu R$ 286 mil de Carlos Erlani Gonçalves Santos, sargento da reserva que liderava a organização criminosa, além de depósitos frequentes relacionados a despesas pessoais.

No grupo criminoso, o tenente-coronel era encarregado de definir as escalas de vigilantes armados em um esquema de segurança privada contratada por grileiros responsáveis por ameaçar e expulsar comunidades tradicionais de terras na região de Correntina, de acordo com a investigação.

Conforme a denúncia, a mílicia era liderada pelo sargento Santos, que atuou durante 10 anos no serviço ilegal e foi condenado pela atividade.

Há indícios de que o tenente-coronel também teria utilizado sua influência e o cargo para oferecer serviços irregulares na segurança armada a um fazendeiro da região após o sargento Santos ser preso.
Com informações da CNN Brasil.
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