
A revista britânica The Economist estampou em sua capa uma montagem com o presidente dos Estados Unidos que chamou a atenção nesta quinta-feira (22/1). Nela, Donald Trump é retratado sem camisa e montado em um urso polar, com uma expressão séria.
A imagem está sendo associada a uma outra montagem feita quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, divulgou fotos sem camisa montado em um cavalo e memes na internet trocaram o equino por um urso pardo.
O artigo a que a capa se refere é intitulado: “O verdadeiro perigo representado por Donald Trump”, seguido da frase “apesar da retirada tática, grandes riscos permanecem”.
No X, a legenda da publicação alerta os países aliados dos norte-americanos para a possibilidade da Organização do Tratado Norte (Otan) acabar:
“A crise da Groenlândia traz lições para todos os países. Os aliados dos Estados Unidos precisam se preparar para um mundo em que estarão sozinhos e a Otan não existirá mais”, diz a revista.
Segundo a The Economist, cobiça a Groenlândia há anos e, ao tratar do tema, exibe “desprezo” pela Otan.
“Trump cobiçou a Groenlândia por anos. Ao apresentar sua reivindicação, ele falou da Otan com um desprezo que deveria colocar as capitais da Europa em alerta máximo” defendeu.
A revista continua: “A crise da Groenlândia traz lições para todos os países. Uma delas é que Trump cederá sob pressão, sem necessariamente abrir mão de seus objetivos de longo prazo. Outra é que a visão estreita e pessimista do presidente sobre o mundo e sua disposição para reescrever a história corroeram a confiança que antes sustentava as alianças americanas”.
Mudança de discurso
Trump tem feito reiteradas ofensas contra a Otan após a organização não se posicionar abertamente a favor de seu desejo de anexar a Groenlândia aos EUA. A última referência do presidente à organização foi em seu discurso no Fórum Mundial Econômico, que acontece nesta semana em Davos, na Suíça.
Trump disse que chegou a pagar 100% das contas da Otan, mas que nunca recebeu nada em troca. Disse ainda que descartou o uso da força para obter o controle do território ligado à Dinamarca, mas exigiu negociações imediatas para a sua compra.
Depois, no mesmo dia, ele afirmou na Truth Social, que não vai mais impor as tarifas previstas a países que se oporem à anexação após reunião com o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte.
“Definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan. Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”, afirmou.
Com Metrópoles.







