“O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, continuou a jogadora.
Em nota divulgada nesse sábado (15/8), a Federação Paulista de Vôlei comunicou que, diante da nova decisão da CBV, irá reavaliar a situação do torneio após o fim da atual edição, que foi organizada conforme a norma antiga.
“Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão. Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês. Obrigado e nos vemos novamente no próximo jogo”, concluiu Tifanny.
A atleta do Osasco tem 41 anos e disputa a sua provável última competição na carreira. A CBV anunciou a mudança nessa sexta-feira (14/8). Com a nova política, as atletas devem apresentar um teste genético negativo para o gene SRY, que atua como definidor das características de desenvolvimento do gênero masculino.
A nova determinação vale para todas as jogadoras que disputarem Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027.
A recusa ao teste exigido não será considerada uma infração, mas as atletas que não apresentarem os resultados terão sua presença nas competições proibidas. A diretriz, por enquanto, deixa em aberto a adesão à nova política por parte das federações. Com Metrópoles.