Divulgação/Confederação do futebol Africano

A seleção nacional de Senegal conquistou seu segundo título da Copa das Nações Africanas nas últimas três edições com uma vitória dramática por 1 a 0 sobre o Marrocos, na final disputada no domingo (19).

A conquista levou os torcedores a se empolgarem nas ruas de Dakar, com fogos de artifício e danças, em celebrações que se estenderam até as primeiras horas desta segunda-feira (19).

Após o apito final, o presidente de Senegal, Bassirou Diomaye Faye, declarou a segunda-feira feriado nacional para comemorar a vitória da seleção. Milhares de torcedores se reuniram nos roundabouts da capital, celebrando a conquista após o gol de Pape Gueye na prorrogação.

Polêmica e tensão

A partida foi marcada por um momento de grande tensão, quando o árbitro congoleño Jean-Jacques Ndala assinalou um pênalti para o Marrocos nos minutos finais. Em protesto, o técnico de Senegal, Pape Bouna Thiaw, ordenou que seus jogadores saíssem de campo.

O impasse de 14 minutos foi resolvido apenas quando Sadio Mané, estrela da equipe, convenceu seus companheiros a voltar ao campo.

O goleiro senegalês Edouard Mendy então defendeu a cobrança de pênalti de Brahim Diaz, do Marrocos, em uma tentativa de Panenka, e aos 94 minutos, Pape Gueye fez o gol que deu a vitória histórica a Senegal.

Embora o técnico marroquino Walid Regragui tenha criticado a atitude de Thiaw, classificando-a como “pouco elegante”, os torcedores senegaleses reunidos no Monumento à Renascença Africana em Dakar apoiaram a decisão do treinador.

“Esta Copa da África foi cheia de trapaças, mas nós íamos ganhar de qualquer jeito”, disse Mohamed Diop, enquanto a multidão ao seu redor orava e tocava vuvuzelas.

Mané, que afirmou ser sua última participação na competição, foi elogiado por sua postura calma durante os momentos de tensão. “Houve muita trapaça, mas quando Sadio Mané não aceitou que nossos jogadores saíssem, isso realmente ajudou Senegal”, afirmou Idrissa Diallo, um torcedor que acredita que a unidade da equipe foi essencial para a vitória.

A controvérsia seguiu após a partida, com a coletiva de imprensa de Thiaw sendo cancelada depois de ele ser vaiado pelos jornalistas marroquinos ao entrar na sala, enquanto a mídia senegalesa o aplaudia.

De volta a Senegal, o presidente Faye enalteceu a equipe em uma mensagem nas redes sociais, expressando seu orgulho pela conquista. “Ao entregar-lhes a bandeira nacional, confiamos-lhes uma missão. Eles a cumpriram de forma brilhante, ao final de uma partida épica, elevando as cores de Senegal ao topo do futebol africano”.

Com informações de CNN.

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