
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, neste sábado (3), que forças norte-americanas teriam realizado uma operação de grande escala na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, com retirada do casal do país por via aérea. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, mas não foi confirmada oficialmente por autoridades venezuelanas ou por órgãos do governo dos Estados Unidos.
Segundo Trump, a ação teria sido conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei norte-americanas. No entanto, ele não informou o destino de Maduro, nem esclareceu qual teria sido a base legal da operação. Também não foram apresentados documentos, registros oficiais ou comunicados institucionais que sustentem a versão divulgada.
Até a última atualização, o governo da Venezuela permanecia em silêncio sobre o conteúdo da declaração. Da mesma forma, Casa Branca, Pentágono e Departamento de Justiça dos EUA não emitiram notas confirmando ou detalhando a suposta ação, mantendo um cenário de incerteza diplomática.
Explosões em Caracas e clima de alerta
O anúncio de Trump ocorreu poucas horas após moradores de Caracas relatarem ao menos sete explosões e o sobrevoo de aeronaves em baixa altitude por volta das 2h da madrugada (horário local). As informações foram divulgadas pela Associated Press, que informou não ter recebido resposta oficial do governo venezuelano sobre o ocorrido.

Segundo a agência, moradores de diferentes bairros saíram às ruas tentando entender a origem dos estrondos e da movimentação aérea incomum, o que gerou pânico e apreensão durante a madrugada.
Escalada de tensões entre Washington e Caracas
O episódio se insere em um contexto de aumento da pressão militar dos Estados Unidos na região. De acordo com a Associated Press, forças norte-americanas vêm realizando operações contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas, como parte de uma estratégia mais ampla de pressão sobre o governo venezuelano.
Na sexta-feira, autoridades da Venezuela afirmaram estar abertas a negociar um acordo com os EUA para o combate ao narcotráfico, sinalizando disposição para diálogo no campo da segurança. Ainda assim, o ambiente político segue marcado por acusações mútuas e forte desconfiança.
Maduro, por sua vez, tem declarado que Washington tenta forçar uma mudança de governo na Venezuela e garantir acesso às reservas de petróleo do país. Segundo a AP, o presidente venezuelano atribui a escalada à intensificação da presença militar norte-americana no Mar do Caribe, iniciada em agosto e mantida nos últimos meses.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem das explosões em Caracas nem sobre a natureza das aeronaves ouvidas em baixa altitude. A falta de esclarecimentos imediatos amplia especulações e eleva a tensão interna, em um cenário que pode trazer novos desdobramentos nas próximas horas e repercussões para toda a América do Sul.
#Breaking: The United States just launched a full scale attack on Venezuela from Air and Sea, report of hundreds of Toma Hawk Cruise Missiles striking dozens of targets in downtown Caracas. pic.twitter.com/IM0FYiCUVb
— ICOF (@ICOF__) January 3, 2026







