
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em entrevista ao The New York Times, publicada nesta quinta-feira (8/1), ter recebido uma carta do magnata da música Sean Combs, conhecido como P. Diddy, na qual o artista solicita um indulto presidencial. No entanto, Trump afirmou categoricamente que não pretende conceder o perdão.
Questionado sobre a data de envio do documento, Trump desconversou e não apresentou o conteúdo da carta, apenas reforçando sua decisão. Sean Combs, de 56 anos, foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão pelo Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, por acusações ligadas ao transporte de mulheres com fins de prostituição, com base na Lei Mann. Ele foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
A relação entre Trump e Combs, que se conheciam socialmente antes da presidência do republicano, teria se deteriorado após críticas do artista ao primeiro mandato de Trump. O presidente comentou no ano passado, em entrevista à Newsmax, que eram próximos, mas a postura de Combs mudou. “Eu era muito amigável com ele. Me dava muito bem com ele e ele parecia ser um cara legal”, disse Trump. “Mas quando me candidatei ao cargo, ele foi muito hostil.” Segundo Trump, essas críticas dificultam ainda mais a concessão de um indulto.
Negativa Abrangente a Outros Pedidos de Indulto
Durante a mesma entrevista, Trump foi questionado sobre a possibilidade de conceder indultos a outros detentos “famosos”. Entre os nomes citados estavam:
- Nicolás Maduro: líder da Venezuela, deposto e acusado pelos EUA de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína.
- Robert Menendez: ex-senador de Nova Jersey, condenado em 2024 por corrupção.
- Sam Bankman-Fried: empresário do setor de criptomoedas, condenado em 2023 por desviar bilhões de dólares de clientes.
Trump foi direto ao descartar qualquer possibilidade de perdão para esses indivíduos. “Não, não vejo isso”, afirmou sobre Maduro, mesmo diante das declarações de inocência do líder venezuelano. Ao ser indagado especificamente sobre Derek Chauvin, ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd, Trump apenas mencionou que não havia sido questionado sobre o assunto anteriormente.
O presidente destacou que tem utilizado o poder de indulto para beneficiar aliados e apoiadores que, em sua visão, foram alvo de processos injustos por um Departamento de Justiça “politizado” durante o governo do ex-presidente Joe Biden. Em dezembro do ano passado, Trump concedeu indulto ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que havia sido condenado por envolvimento em um esquema internacional de tráfico de drogas.
Com informações de Metrópoles







