
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15 de janeiro) que foi “uma grande honra” conhecer María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Durante o encontro, Trump afirmou ter recebido de Machado a medalha do Prêmio Nobel da Paz, em um gesto que, embora simbólico, gerou grande repercussão.
“Foi uma grande honra para mim conhecer María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa, que passou por tanta coisa. María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que fiz. Um gesto tão maravilhoso de respeito mútuo. Obrigada, María!”, declarou Trump.
Machado, reconhecida com o Nobel da Paz de 2025 por seu papel na liderança da oposição ao regime de Nicolás Maduro, confirmou após a reunião que havia “entregue a medalha” a Trump. Ela justificou o gesto como um reconhecimento ao “compromisso” do presidente norte-americano com “a liberdade do povo venezuelano”.
Nobel da Paz: Intransferível por Definição
É importante ressaltar que o gesto de Machado foi simbólico. O Comitê Norueguês do Nobel já havia alertado que o prêmio é intransferível, uma regra que os organizadores reafirmaram nas últimas semanas, destacando que a medalha não pode ser oficialmente compartilhada ou passada a terceiros após a premiação. Conforme o contexto conhecido, Ana Corina Machado, filha de María Corina, recebeu o Nobel da Paz em nome de sua mãe em 10 de dezembro de 2025, pois María Corina Machado não conseguiu chegar a Oslo a tempo para a cerimônia.
O encontro entre Trump e Machado ocorreu a portas fechadas e, segundo relatos, incluiu conversas com senadores norte-americanos sobre o futuro político da Venezuela e a continuidade da pressão internacional sobre o regime chavista. Machado descreveu a reunião como “extraordinária” e reforçou a importância do apoio contínuo de Washington aos esforços de democratização da Venezuela.
Apesar da receptividade cordial demonstrada por Trump no encontro, o ex-presidente já havia expressado dúvidas sobre a capacidade de liderança de Machado na Venezuela, afirmando que ela não teria “apoio ou respeito de todo o país” para governar. Além disso, Trump já havia descartado a possibilidade de perdoar Nicolás Maduro.
Com informações de Metrópoles







