Navios e barcos no Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, Omã • REUTERS/Foto de arquivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump convocou uma reunião de gabinete na Casa Branca para esta quarta-feira (27), em meio ao avanço das negociações entre Washington e Teerã para transformar o atual cessar-fogo em um acordo mais duradouro no Oriente Médio.

Apesar do avanço diplomático, divergências sobre o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções econômicas ainda impedem um entendimento definitivo entre os países.

Negociações seguem com mediação do Paquistão

Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, os principais impasses envolvem detalhes da redação final do acordo.

“Uma palavra, uma frase”, afirmou Rubio ao comentar as dificuldades nas negociações.

As conversas ganharam força após representantes iranianos retornarem de Doha, no Catar, depois do que Teerã classificou como “intensas negociações”. O processo diplomático vem sendo mediado pelo Paquistão.

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo

Mesmo com o avanço das tratativas, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de descumprirem a trégua ao realizarem ataques contra embarcações e posições no sul do Irã.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, forças americanas promoveram “ações ilegais e injustas” nas últimas horas, incluindo ataques na região de Hormozgan, área estratégica próxima ao Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos confirmou que realizou “ataques de autodefesa” contra locais ligados ao lançamento de mísseis e embarcações iranianas.

Estreito de Ormuz segue sob tensão

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que 25 embarcações, incluindo petroleiros, atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação de segurança da Marinha iraniana.

A região é considerada uma das principais rotas globais para transporte de petróleo e segue monitorada pelas forças militares internacionais.

Conflito também se intensifica no Líbano

Enquanto EUA e Irã negociam, o conflito entre Israel e o Hezbollah voltou a se intensificar.

O Ministério da Saúde libanês informou que ataques aéreos israelenses deixaram 31 mortos e 40 feridos nesta terça-feira, em um dos episódios mais violentos desde o cessar-fogo firmado em abril.

Segundo autoridades locais, mulheres e crianças estão entre as vítimas.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que os bombardeios tiveram como alvo integrantes e estruturas do Hezbollah no sul do Líbano.

Netanyahu diz que tropas controlam áreas no sul libanês

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu afirmou que tropas israelenses seguem atuando com “grandes forças” em campo.

Parte dos ataques atingiu regiões próximas ao Castelo de Beaufort, fortaleza medieval considerada patrimônio histórico pela Unesco, além de áreas próximas à represa de Qaraoun, o maior reservatório de água do Líbano.

Artigo anteriorJoão Pedro elogia Cole Palmer e diz que meia seria o “camisa 10 ideal” da Seleção Brasileira
Próximo artigoSantos vence Deportivo Cuenca e garante vaga nos playoffs da Sul-Americana