
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15/3) que ainda não há condições “suficientemente boas” para um acordo de paz com o Irã, descartando negociações no curto prazo e sinalizando a continuidade — e possível ampliação — da ofensiva militar.
A postura de Trump
Em entrevista à NBC News, Trump foi direto sobre a recusa em negociar:
“O Irã quer chegar a um acordo, e eu não quero fazê-lo porque as condições ainda não são suficientemente boas”.
O presidente americano foi além e afirmou que poderá bombardear novamente os alvos do principal centro de exportação de petróleo bruto do Irã — acrescentando, em tom provocativo, que o faria “apenas por diversão”. Segundo o Pentágono, mais de 15 mil alvos já foram atingidos no país desde o início do conflito.
Trump também anunciou que as forças americanas devem ampliar os ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz, com o objetivo de abrir passagem na região e viabilizar a retomada do transporte de petróleo pela rota marítima — cujo bloqueio fez o preço do petróleo disparar em todo o mundo.
O novo líder do Irã
Após a morte do aiatolá Ali Khamenei — ocorrida em 28 de fevereiro, nos bombardeios que deram início ao conflito —, seu filho Mojtaba Khamenei assumiu a liderança suprema do país e prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado por meio de declaração escrita. Trump, no entanto, demonstrou ceticismo sobre a situação do novo líder, sugerindo que nem sabe se ele “está vivo”.
A ameaça à Netanyahu
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou neste domingo um comunicado em seu site Sepah News ameaçando diretamente o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu:
“Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força”.
A ameaça ocorre dias após Netanyahu fazer referências indiretas a possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.
O contexto do conflito
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando bombardeios conduzidos por EUA e Israel mataram o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Após mais de duas semanas de ofensiva, ambos os lados mantêm retórica elevada nas declarações públicas, apesar do crescente número de vítimas — sobretudo no Irã — e dos impactos econômicos globais provocados pelo conflito, com destaque para a crise energética decorrente do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Com informações de Metrópoles







